SBD divulga orientações para voluntários na limpeza de óleo nas praias nordestinas

SBD divulga orientações para voluntários na limpeza de óleo nas praias nordestinas

Contato com o óleo cru pode causar graves problemas na pele dos voluntários que atuam na retirada dos resíduos do litoral brasileiro. Foto: Hélia Scheppa/SEI?


Redação LAL - A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou um guia com recomendações importantes para os voluntários que estão participando do trabalho de limpeza nas áreas atingidas pelo derramamento de óleo cru no litoral do Nordeste brasileiro. Para baixar o material, clique aqui.

O contato com o óleo cru pode causar graves problemas na pele dos voluntários que atuam na retirada dos resíduos. "São recomendações simples e que podem ser incorporadas à rotina dos voluntários e dos moradores. O empenho dessas pessoas deve ser acompanhado de uma preocupação com sua saúde.

Os cuidados ao proteger o corpo da exposição aos resíduos e na hora de retirar os produtos que entraram em contato com a pele devem ser contínuos", alerta o presidente da SBD, Sérgio Palma.

Segundo Palma, o óleo cru permanece impregnado na pele e as pessoas tentam retirá-lo com o uso de solventes (aguarrás, tíner, óleo diesel, querosene ou gasolina). "No entanto, o contato com esses produtos aumenta o processo irritativo", afirma.

A maneira mais adequada de limpar a pele é lavar a área atingida com água e sabão. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até mesmo pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilita a retirada dos resquícios de óleo. Após essa etapa, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante.

O contato com o óleo cru pode ter consequências em diferentes órgãos e sistemas do corpo humano, como hematopoiéticos, hepáticos, renais e pulmonares, além de alterações do humor e das funções cognitivas.

Confira algumas dicas da SBD:
 
COMO SE PREPARAR PARA ATUAR NAS AÇÕES DE LIMPEZA DAS PRAIAS?
1. Se houver a necessidade de contato com o óleo derramado nas praias, utilize equipamentos de proteção, como óculos, luvas e roupas que cobrem membros superiores e inferiores (mangas compridas e calças).
2. As luvas mais apropriadas são as de nitrila ao invés das de borracha, pois apresentam melhor proteção contra óleos, graxas e petróleo. A lavagem imediata após o contato é importante, embora nessas situações nem sempre seja possível.
 
O QUE FAZER SE SUA PELE ENTRAR EM CONTATO COM O ÓLEO CRU?
1. Caso, mesmo com uso de roupas adequadas, ocorra o contato, a pele deve ser lavada com água e sabão.
2. A aplicação de óleos para bebês, geleia de vaselina ou até pastas utilizadas por metalúrgicos para remover óleos e graxas facilita a remoção dos resquícios de óleo.
3. Após a remoção, a aplicação de cremes ou loções hidratantes é importante para melhorar as condições da pele.
4. Não tente retirar o óleo com o uso de solventes (aguarrás, tíner, óleo diesel, querosene ou gasolina). O contato com esses produtos aumenta o processo irritativo, piorando a dermatite de contato.
 
QUAIS AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO PARA MORADORES OU TURISTAS QUE ESTÃO NAS REGIÕES AFETADAS PELO DERRAMAMENTO?
1. Evite o contato direto com o óleo, especialmente gestantes e crianças.
2. Observe as orientações da vigilância sanitária para o consumo de alimentos, como peixes e mariscos, provenientes das áreas afetadas.
3. Não inale vapores gerados pelo óleo.
4. Use protetor solar de amplo espectro, com FPS de no mínimo 30.
 
EM CASO DE EXPOSIÇÃO E/OU CONTATO COM O ÓLEO CRU, QUAIS OS SINTOMAS COMUNS?
1. Sintomas respiratórios, como irritação e dor de garganta, tosse, respiração mais difícil e coriza
2. Irritação e dor nos olhos, coceira, e olhos vermelhos
3. Dor de cabeça
4. Pele irritada e vermelha
5. Náusea
6. Tonturas
7. Fadiga
8. Ferimentos e traumas

*Com informações da Sociedade Brasileira de Dermatologia