Câncer de ovário é difícil de prevenir e tem altas taxas de óbito

Câncer de ovário é difícil de prevenir e tem altas taxas de óbito

Raro, difícil de prevenir e com altas taxas de óbito. Esse é o câncer de ovário. Mais propenso em mulheres acima dos 50 anos, principalmente entre os 55 e 65, este tipo de tumor não apresenta sintomas em sua fase inicial. Ao contrário do que ocorre com o câncer de endométrio, não há sangramento ou sintoma físico claro que alerte e indique a doença. 

Muito variado, ele pode ter origem nas células estromais (dão suporte estrutural para o funcionamento das outras células), cordão sexual, responsável pelos hormônios e ovulação, e principalmente pelas epiteliais, que ficam na camada superior do órgão. O último é causado pelas trompas; então a retirada do útero deve ser seguida das trompas, mas não necessariamente dos ovários.

Os ovários são responsáveis pela produção de hormônios que promovem o bem-estar. A ausência deles provoca uma série de doenças, como a osteoporose, doenças cardiovasculares, vagina seca e dores durante a relação sexual. 

A detecção precoce é muito complexa e envolve exames de ultrassonografia e de marcações tumorais seriados.  Apesar de ser difícil, a prevenção do aparecimento das células cancerígenas pode ser feita com a ajuda da pílula anticoncepcional. O uso contínuo por pelo menos 1 ano diminui os riscos em 7 vezes.

Quem pode ter?

Além da faixa etária, algumas indicações podem influenciar na predisposição ao câncer. Entre os fatores estão: nuliparidade (não ter tido gestação), falta de uso de anticoncepcional e histórico familiar de primeiro grau com câncer de ovário, mama, endométrio ou intestino. As pacientes com esse histórico devem ficar mais atentas e procurar aconselhamento médico, pois há grandes chances de serem portadoras de alguma mutação genética. 

Tratamento

Em alguns casos, a indicação é de retirada dos ovários enquanto eles ainda funcionam. Outros procedimentos também podem incentivar a prevenção, como a laqueadura, retirada das trompas por cirurgia e remoção do útero por mioma. 

O diagnóstico quase sempre é tardio, por isso tem a capacidade maior de levar à óbito, apesar de ser raro. Apesar dos sintomas não serem claros, alguns sinais soam como um alerta da doença. Um deles é a ascite, causada pelo aumento do volume abdominal com o acumulo de água dentro da barriga. Ela se dá pela vazão do câncer para fora do ovário. Antes mesmo da ascite, muitas mulheres apresentam desordens da parte intestinal e estomacal.

O Dr. Pupo Nogueira alerta sobre sintomas genéricos como a gastrite e dores no estômago. "Quem nunca sentiu um incômodo, principalmente vivendo em grandes cidades com alto nível de estresse e má alimentação? Por isso, precisamos ficar atentos a outros sinais, sem nos alarmar", afirma. A recomendação é sempre buscar um especialista.    

Lembrar:  Mantenha as visitas ao ginecologista anualmente e peça aconselhamento médico caso apresente histórico familiar.