Fertilização in vitro não aumenta risco de câncer de mama, diz estudo

Fertilização in vitro não aumenta risco de câncer de mama, diz estudo

Por muito tempo, o tratamento hormonal usado na fertilização in vitro (FIV) para mulheres com problemas de fertilidade foi associado ao aumento do risco de câncer de mama. Isso porque, o procedimento exigia uma concentração até dez vezes maior de estrogênio e progesterona, hormônios que influenciam no surgimento deste tipo de tumor.

No entanto, um novo estudo publicado na revista científica JAMA mostrou que não há motivo de preocupação para essas mulheres. Além de negar o aumento do risco de câncer de mama para FIV, pesquisadores descobriram que outros tratamentos intensivos com o objetivo de melhorar a fertilidade da mulher também não têm ligação com o surgimento da doença.

Para o estudo, foram acompanhadas mais de 25 mil mulheres, com uma média de idade de 32.8, durante 21 anos. Os pesquisadores consideraram uma longa lista de fatores ligados ao risco de câncer, como a idade em que tiveram filhos pela primeira vez e o número de tentativas de FIV. 

A descoberta mais surpreendente do estudo foi a de que o risco de câncer de mama é significativamente menor entre mulheres que se submeteram a sete ou mais ciclos de fertilização in vitro do que naquelas que realizaram até dois. Mulheres que tiveram uma resposta ruim à primeira tentativa de FIV também tiveram risco reduzido.

Mulheres com menos de 24 anos que tentaram a fertilização in vitro apresentarem um risco maior para o desenvolvimento de câncer de mama. Segundo os pesquisadores, esse fato pode estar relacionado com a resposta positiva que esses pacientes têm ao tratamento. 

Outro grupo de mulheres que recebeu tratamentos de fertilidade diferentes está sendo acompanhado pela equipe de pesquisadores. O estudo não avaliou pacientes com mais de 60 anos, portanto não traz dados sobre o câncer de mama no período pós-menopausa.