Mapeamento genético é nova aposta de cientistas para identificação de câncer de ovário

Mapeamento genético é nova aposta de cientistas para identificação de câncer de ovário

Um novo teste de sangue analisa a presença de mutação genética no gene BRCA, responsável por 15% dos casos de câncer de ovário. A pesquisa é do Institute of Cancer Research (ICR), em Londres. Identificar o gene em um paciente permitirá avaliar se outro familiar também pode ter a mutação no DNA e prever qual o tratamento mais eficaz.  

Na Inglaterra, país de origem da pesquisa, são diagnosticados cerca de 7.100 casos por ano. O exame propõe um mapeamento genético, que identifica o gene com predisposição ao aparecimento de câncer de ovário, que soma 10% dos casos por hereditariedade. Como a alteração do DNA é um fator hereditário, o gene pode estar presente em outros familiares. Ele também é um risco para o câncer de mama e próstata. 

O câncer de ovário é um dos tumores femininos com maior número de óbitos no mundo. Apesar da incidência ser uma das mais baixas (225 mil), sua taxa de mortalidade é de mais de 140 mil por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. 

 

Incidência

Mortalidade

Colo do útero

530.232

275.008

Mama

1.384.155

458.503

Ovário

224.747

140.163

Útero

288.387

73.854

*Fonte: Organização Mundial de Saúde

No Brasil, a estimativa para este ano é na faixa de mais de 6 mil casos, de acordo com o INCA.

Ter a mutação genética é um dos fatores para desenvolvimento da doença, mas outras variáveis podem influenciar no aparecimento do câncer. Para mulheres que já tiveram outros tipos de câncer ginecológico como câncer de mama, útero ou colorretal e que não tiveram nenhuma gestação o risco é maior, mesmo sem a alteração no DNA.