Fibrilação Atrial

O que é?

É uma arritmia bastante comum que provoca batimentos cardíacos mais rápidos e irregulares.  Ocorre quando as câmaras superiores do coração (átrios) não se contraem em um ritmo sincronizado e fibrilam. Além da sensação de batidas descompassadas, provoca fraqueza e cansaço, já que o sangue não é bombeado de maneira eficiente.

A fibrilação atrial pode ser paroxística, que dura alguns minutos ou dias, e normaliza naturalmente; persistente, quando não para espontaneamente; e permanente, que se mantém em todos os momentos e não há necessidade médica de reverter.

É uma condição mais frequente em idosos e pessoas com cardiopatias. Pode acarretar complicações graves como AVC e insuficiência cardíaca.

Sintomas

Os batimentos irregulares do coração comprometem o bombeamento do sangue para o corpo. Esse quadro pode provocar sintomas como:

  • Palpitações no peito
  • Fraqueza
  • Fadiga
  • Vertigens
  • Falta de ar
  • Dor no peito
  • Desmaio

Fatores de Risco

Para impedir o surgimento da doença, alguns fatores de risco podem ser controlados, como colesterol alto, hipertensão, doença cardíaca, abuso de álcool, sedentarismo, obesidade, tabagismo e excesso de cafeína.

Idade avançada, histórico familiar e distúrbios cardíacos de nascença também influenciam no risco de desenvolvimento da fibrilação atrial.

Prevenção

A prevenção da fibrilação atrial exige mudanças de estilo de vida, que incluam hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, rica em vegetais, frutas e fibras e com baixo consumo de gordura saturada, exercícios físicos regulares, evitar fumar, controlar o peso, limitar o consumo de cafeína e álcool e reduzir o estresse.

Tratamento

O tratamento pode ter três objetivos diferentes: reverter a fibrilação, controlar a frequência cardíaca e impedir a formação de coágulos dentro dos átrios. Em alguns casos, há necessidade de tratamento de emergência, com choques elétricos ou medicamentos, para restabelecer o ritmo cardíaco normal.

 Os procedimentos mais comuns são a cardioversão, realizada com um aparelho que provoca choques, parecido com o que é feito em alguns casos de parada cardíaca; drogas anticoagulantes, para impedir a formação de coágulos sanguíneos; ablação cirúrgica, para criar lesões que bloqueiem os circuitos elétricos anormais que causam a fibrilação atrial; e medicamentos diários para normalizar os batimentos e impedir que a fibrilação volte.