Brasil assume metas diante da OMS para frear crescimento da obesidade
Entre os objetivos está o aumento de 17,8%, até 2019, do percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente
Da Redação - Publicado: 21/03/2017 - Atualizado: 21/09/2017

O crescimento da obesidade no mundo é tão acelerado que há tempos ela é considerada uma epidemia mundial. Conscientes desse problema, os países têm estabelecido metas e desenvolvido programas para mudar esse cenário.

O Brasil deu mais um passo para esse objetivo: o país assumiu, em evento internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), o compromisso de frear o crescimento da obesidade.

Para isso, o governo brasileiro estabeleceu três metas para serem cumpridas até 2019: deter o crescimento da obesidade na população adulta, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente.

A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, garantiu que esses são compromissos oficiais para a Década de Nutrição.

O diretor de Nutrição para a Saúde e Desenvolvimento da OMS, Francesco Branca, apresentou os principais pontos da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016-2025), proclamada em abril do ano passado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. “O objetivo da Década de Ação é catalisar e facilitar o alinhamento de esforços coletivos que estão sendo feitos para erradicar a fome e acabar com todas as formas de má-nutrição, além de assegurar o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis”.

Com o objetivo de ajudar os países na batalha contra a obesidade, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) desenvolveu um modelo de perfil nutricional que identifica bebidas e alimentos com excesso de componentes críticos, como açúcares, sal, gorduras totais, gorduras saturadas e gorduras trans. A publicação ajuda os países na criação e implementação de estratégias para prevenir e controlar o excesso de peso.

A OPAS/OMS destaca como base da alimentação saudável o uso de alimentos in natura e minimamente processados.

Alimentos in natura: obtidos das plantas ou animais sem sofrer alteração, como folhas e frutos ou ovos e leite.

Alimentos minimamente processados: alimentos in natura que foram submetidos a alterações mínimas, como grãos secos polidos ou moídos na forma de farinhas, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado.

Saiba mais sobre as discussões do encontro. E conheça o Guia Alimentar para a População Brasileira, documento feito pelo Ministério da Saúde em conjunto com a OPAS/OMS e a Universidade de São Paulo (USP).

Comportamento