Nobel de Química fala sobre medicina personalizada a jovens pesquisadores
O bioquímico israelense Aaron Ciechanover recebeu o prêmio em 2004 com descoberta que promoveu avanços no tratamento do câncer
Da Redação - Publicado: 09/08/2017 - Atualizado: 21/09/2017

O vencedor do Prêmio Nobel de Química de 2004, Aaron Ciechanover, participou hoje (09) de uma palestra promovida pela biofarmacêutica AstraZeneca em parceria com a Nobel Media. O evento faz parte do Nobel Prize Inspiration Initiative, um programa global que leva premiados pelo Nobel para universidades e centros de pesquisas a fim de inspirar e envolver jovens cientistas, a comunidade científica e o público.

Aaron Ciechanover é pesquisador do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion). Juntamente com os pesquisadores Avram Hershko (Technion) e Irwin Rose (Universidade da Califórnia, EUA), foi um dos responsáveis pela descoberta da degradação das proteínas através da ubiquitina.

Esta descoberta está diretamente relacionada com o câncer, uma vez que proteínas prejudiciais podem dar origem aos tumores. Por este motivo, depois de identificadas, essas proteínas devem, de maneira seletiva, ser removidas do corpo para manter os componentes saudáveis exercendo suas funções vitais.

Em sua palestra, Dr. Aaron Ciechanover traçou um paralelo entre sua descoberta e a medicina personalizada relacionada ao câncer. A medicina personalizada, que é tema do próximo Fórum do Instituto Lado a Lado em Brasília, tem revolucionado o tratamento oncológico, utilizando dados clínicos, genéticos e genômicos de forma individualizada para propor abordagens terapêuticas mais eficazes e menos agressivas.

Para o presidente da AstraZeneca Brasil, Fraser Hall, apoiar essa ação é uma visão de futuro. “Nossa missão é desenvolver medicamentos que realmente façam a diferença na vida dos pacientes, e proporcionar o encontro de cientistas e pesquisadores faz parte dos nossos objetivos. Esperamos com isso engajar os jovens que optaram pelo caminho de construir os próximos passos da medicina e da ciência, bem como os jovens a dedicarem tempo na construção e conhecimento em prol de novas descobertas”, afirmou Fraser em nota.

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