Novas diretrizes da ANS poderão incluir monitoramento da obesidade pelos planos de saúde
O cálculo do IMC, Índice de Massa Corporal, deverá se tornar padrão em consultas e indicará a necessidade de exames e orientações específicas para controle do peso e doenças relacionadas.
Da Redação - Publicado: 21/08/2017 - Atualizado: 21/09/2017

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) estuda novas diretrizes para o diagnóstico e tratamento da obesidade entre usuários dos planos de saúde. O órgão planeja criar um fluxograma para identificar pacientes com excesso de peso e indicar aos profissionais quais as medidas a serem tomadas.

Atualmente, 47,6 milhões de brasileiros possuem planos de saúde. Dados da pesquisa Vigitel da Saúde Suplementar, feita pela agência com o Ministério da Saúde, apontam que cerca de um em cada cinco adultos desse grupo está obeso, um índice que cresceu 36% nos últimos sete anos.

Uma das propostas da entidade é que o cálculo do IMC (índice de massa corporal, um dos indicadores de sobrepeso e obesidade) seja padrão em todos os atendimentos da rede. Esses dados podem indicar a necessidade de exames para verificar doenças relacionadas, como hipertensão e diabetes.

A avaliação do IMC também resultará em recomendações específicas para cada paciente. Pessoas com IMC entre 25 kg/m² e 30 kg/m², por exemplo, deveriam receber orientações para reforço de hábitos saudáveis, como redução do consumo de alimentos com alto teor de sal, açúcar e gorduras e aumento da atividade física para 150 minutos por semana.

Já para pacientes com IMC acima de 30 kg/m², a previsão é que, além de apoio para adoção de hábitos saudáveis, haja direcionamento a endocrinologistas, que podem avaliar a possibilidade de uso de medicamentos.

O público infantil também terá uma abordagem direcionada, como incentivo ao aleitamento materno e reforço no diagnóstico do excesso de peso. A sugestão é o uso de um “cartão criança”, semelhante à carteira de vacinação, que reunirá informações nutricionais e dados de saúde.

A adesão a essa nova diretriz ainda não é obrigatória. No entanto, planos que adotarem poderão receber bônus em avaliações. A previsão é que as diretrizes sejam finalizadas até novembro.

 

Fonte: Folha de São Paulo

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