Senadora Ana Amélia recebe premiação por sua atuação junto a pacientes com câncer
Prêmio Octavio Frias de Oliveira será entregue hoje e contempla diversas categorias
Da Redação - Publicado: 08/08/2017 - Atualizado: 21/09/2017

O trabalho de assistência aos pacientes com câncer realizado pela senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) tem seu reconhecimento com a conquista do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, na categoria Personalidade em Destaque. A homenagem e entrega do prêmio é feita hoje (8/8), às 20 horas, no Teatro da Faculdade de Medicina da USP (avenida Dr. Arnaldo, 455, São Paulo). A premiação é iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha.

A senadora retira inspiração para seus projetos de lei ligados à área das cartas que recebe de pacientes com câncer. Também nas cartas busca alento para continuar trabalhando pela saúde.

Ela diz que muitas vezes desanima com tanta corrupção. O contraponto, que a mantém estimulada cotidianamente em seu trabalho, é o retorno dos pacientes dizendo como ela os ajuda de alguma forma. “Muitas mulheres me escrevem agradecendo pela lei da reconstrução da mama", conta Ana Amélia. “Esse prêmio é mais um desses momentos de incentivo. Compartilho essa distinção com os pacientes”.

A inspiração para atuar com oncologia vem também das irmãs: Vera Lúcia morreu aos 44 anos de câncer de mama e Evani conseguiu se curar da doença e hoje é chef de cozinha em Carazinho (RS).

Ana Amélia foi relatora da lei 12.732/2012, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a iniciar o tratamento de pessoas com câncer em no máximo 60 dias após o diagnóstico, e também da lei 12.802/2013, que determina que o SUS faça a reconstrução da mama na mesma cirurgia de retirada do tumor. Foi ainda autora da lei 12.880/2013, que obriga os planos de saúde a incluir a quimioterapia oral no tratamento domiciliar.

A senadora apresentou ainda, com os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e Walter Pinheiro (PT-BA), o projeto de lei que agiliza a liberação de pesquisas clínicas no Brasil. “Um paciente do Rio Grande do Sul chamado Afonso Hass me mandou uma carta dizendo que gostaria que todas as pessoas tivessem, como ele havia tido, o direito de participar de pesquisas clínicas para ter a esperança de cura ou o prolongamento da vida. Fiquei sensibilizada com aquela carta e daí nasceu o projeto”.

 

Premiação

Na categoria Pesquisa em Oncologia foi premiado um estudo de Clarissa Ribeiro Reily Rocha (doutora pela USP e pesquisadora do MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e colaboradores da USP e da UFRJ que conseguiu desvendar um dos mecanismos de resistência e mostrou que a combinação de duas drogas pode ampliar a eficácia do tratamento contra o glioma (tipo mais comum de câncer de cérebro).

Na categoria Inovação Tecnológica em Oncologia venceu um estudo que usou uma sonda à laser para aprimorar o diagnóstico em tempo real de lesões cancerosas de esôfago. A equipe da Faculdade de Medicina da USP, liderada pela médica do Icesp Adriana Vaz Safatle-Ribeiro, avaliou o uso de uma sonda a laser na endoscopia para rastrear tumores de esôfago em pessoas que tiveram câncer de cabeça e pescoço.

Para cada categoria, a premiação é de R$ 16 mil. Os vencedores são apontados por comissão composta por representantes do Icesp, da Faculdade de Medicina da USP, do HC da USP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Ciências, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Oncocentro de São Paulo e da Folha.

 

Serviço:

Prêmio Octavio Frias de Oliveira

Dia 8 de agosto, às 20 horas, no Teatro da Faculdade de Medicina da USP (avenida Dr. Arnaldo, 455, São Paulo)

 

Saúde