Câncer

Políticas públicas para saúde do coração

As políticas públicas são ações e programas promovidos pelo Estado para colocar em prática os direitos do cidadão, que são previstos pela Constituição Federal. E quando o tema é saúde pública no Brasil, não se pode ignorar o problema das Doenças Cardiovasculares (DCV), que são a primeira causa de mortalidade no país.

Diante dessa realidade, o Ministério da Saúde instituiu em 2021 a Estratégia de Saúde Cardiovascular (ECV) na Atenção Primária à Saúde (APS). Essa iniciativa foi criada para elaborar ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce e cuidado, por meio da APS.

A Estratégia é estabelecida por três objetivos. O primeiro é qualificar a atenção integral para prevenção e controle das doenças cardiovasculares na APS. O segundo, dar suporte ao desenvolvimento de ações para prevenção e controle das doenças cardiovasculares e seus fatores de risco no âmbito da APS.

Por fim, a Estratégia busca promover o controle dos níveis de pressão arterial, assim como a adesão ao tratamento e a redução nas taxas de complicações e internações por doenças cardiovasculares.

A saúde do coração começa na Atenção Básica – conjunto de ações que abrange a promoção da saúde e prevenção de doenças. Os brasileiros têm acesso à atenção primária por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Se um paciente descobre uma doença crônica como a hipertensão, por exemplo, ele receberá tratamento e acompanhamento de médicos, enfermeiros, nutricionistas e de outros profissionais. Nas UBS, quem acompanha continuamente o paciente é a Equipe de Saúde da Família.

A partir da Atenção Básica, se necessário, o paciente é encaminhado a especialistas, recebendo assim cuidado integral.

A saúde é direito constitucional do cidadão, e são as políticas públicas que garantem que ele possa gozar desse direito. Elas dão forma ao país que queremos e devem ser cobradas. Além disso, os cidadãos devem ser beneficiários das políticas já existentes.