compartilhar

< Voltar

Acromegalia: Entenda o que é a doença

Muitas vezes, o diagnóstico de acromegalia é tardio. Os sintomas e as alterações físicas se desenvolvem de forma lenta e não são específicas. Muitas vezes, o diagnóstico de acromegalia é tardio. Os sintomas e as alterações físicas se desenvolvem lentamente e não são específicos. Podem ser atribuídas, mesmo que indevidamente, ao processo normal de envelhecimento do homem e da mulher. E o resultado, em muitos casos, é que as pessoas ficam sem diagnóstico por cerca de 10 anos.

Entenda mais sobre a Acromegalia:

O que é Acromegalia

É uma alteração hormonal que provoca o crescimento anormal de ossos e dos tecidos moles. A sua principal característica é o aumento e espessamento anormal do tamanho dos pés e das mãos, e também, a alteração dos traços do rosto.   

Impacto na saúde

Os sintomas da acromegalia são causados pelo excesso de hormônio do crescimento, cujos efeitos no corpo são exacerbados ou causados pelo próprio tumor hipofisário. Os sintomas são inúmeros e surgem de forma lenta e progressiva. Nesse sentido, a Acromegalia pode ser notada somente após vários anos.

Os sintomas são numerosos e os danos causados na vida dos pacientes são muitos. Caso a doença não seja tratada e diagnosticada no início, logo que aparecem os primeiros sintomas, a doença reduz, significativamente, a expectativa de vida das pessoas. 

Conheça os sintomas ligados ao excesso de hormônio do crescimento:

  • Alteração progressiva dos traços faciais e das extremidades (mãos e pés).

O tamanho do sapato aumenta e fica difícil colocar e tirar os anéis.   

O rosto vai se tornando grosseiro, com um nariz e lábios mais grossos. Os arcos superciliares, maçãs do rosto e queixo ficam mais salientes, os dentes ficam afastados e a voz rouca e grave.

  • Aumento do volume dos órgãos internos.

O aumento maior é do fígado (hepatomegalia), da tireoide (bócio) e do coração (cardiomegalia em 70 a 80% dos pacientes), que se traduz por uma falta de ar (insuficiência cardíaca) e ainda a hipertensão arterial sistêmica (35% dos casos). 

Saiba também: 

Outras consequências ligadas ao excesso de hormônio do crescimento são:

  • Aumento de peso;
  • Espessamento e envelhecimento da pele;
  • Transpiração excessiva;
  • Crescimento excessivo de pelos no corpo. 

Sintomas ligados ao tumor hipofisário:

  • As dores de cabeça (cefaleias) ocorrem em 65% dos casos; 
  • Deficiências visuais provocados pela compressão dos canais ópticos em 20% dos casos;
  • Diminuição de determinados hormônios. 

Fatores de risco para acromegalia:

São desconhecidos os fatores de risco. Hoje, não é possível abordar a prevenção da acromegalia. Também não é plausível realizar o rastreamento da doença antes do aparecimento dos sintomas. A acromegalia não é uma doença hereditária e não se transmite aos filhos.

Como fazer o diagnóstico da acromegalia:

Como é uma doença hormonal e, muitas vezes, os sintomas e o diagnóstico são tardios. É possível afirmar que alguns pacientes procuram ajuda médica ao sentirem dores nas costas (lombalgias) e das articulações (artralgias). No entanto, o diagnóstico da doença é feito, aproximadamente, dez anos após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Como confirmar se é mesmo acromegalia? Veja os exames recomendados!

  • Sangue: nesse exame é possível confirmar a existência a alta taxa de IGF1. Atualmente, é considerado o melhor indicador da atividade clínica da doença.
  • Teste de supressão do hormônio do crescimento pela Glicose: é a verificação do aumento artificial da taxa de glicose no sangue (ao ingerir uma bebida doce) e na medição regular da taxa de hormônio do crescimento no sangue. Em uma pessoa saudável, por exemplo, o aumento da taxa de açúcar no sangue faz baixar a secreção do hormônio do crescimento. Já em pessoas portadoras da Acromegalia, a taxa permanece constante e com a ausência de supressão.       
  • Ressonância Magnética (RM)

Tratamento da acromegalia

Os objetivos do tratamento são: retirar o tumor, atenuar os sintomas e normalizar a taxa de hormônio do crescimento. Impedindo, portanto, a evolução da doença.     

Cirurgia

É a retirada do adenoma hipofisário. A cirurgia mais comum é a nasal. No entanto, algumas vezes é acesso ao adenoma é por meio da caixa craniana. O resultado, contudo, em 90% dos casos, é o restabelecimento da secreção normal do hormônio do crescimento, em pacientes portadores de adenomas menores. Já os pacientes que apresentam adenoma com um diâmetro superior a 10 mm, o restabelecimento é de 50% a 60%.    

Em casos não cirúrgicos, é possível recorrer a outros tratamentos, como a radioterapia e o medicamentoso. Neste último, o medicamentoso, permite diminuir a secreção do hormônio do crescimento ou do IGF1 pelo tumor.

Ler mais sobre esse tema: