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ANS aprova medicamentos defendidos pelo Instituto em consultas públicas

No dia 30/5, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou a inclusão de mais seis terapias antineoplásicas orais no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. 

Com essa decisão, as operadoras de planos de saúde serão obrigadas a oferecer os tratamentos aos beneficiários em um prazo de até dez dias da publicação da decisão.

Entre os medicamentos incorporados, três deles foram defendidos pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), durante a fase de Consultas Públicas realizadas neste ano de 2022 (a CP 95) e são eles: Apalutamida, para tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático sensível à castração (CPSCm); Enzalutamida,  para tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático sensível à castração(CPSCm) e Lorlatinibe, para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático que seja positivo para quinase de linfoma anaplásico (ALK), em primeira linha.

No caso dos medicamentos orais para câncer de próstata, o LAL endossou a voz de milhares pacientes e seus familiares, para pedir que os avaliadores revisassem a indicação de “não incorporação dessas tecnologias” e olhassem para os seus próprios ambientes familiares. 

Em sua contribuição, defendeu a incorporação das tecnologias, pois os pacientes que possuem plano de saúde e receberam o diagnóstico de câncer de próstata metastático sensível à castração não têm acesso a nada e a nenhum tratamento indicado para sua condição. Como é possível explicar a eles que, apesar de já existir tecnologia que pode beneficiá-lo, eles não têm acesso?  

Era preciso rever a negativa preliminar da ANS, para não abandonar esses pacientes a própria sorte, simplesmente argumentando que não há recursos financeiros para cobrir seu tratamento. Alguns podem até argumentar que o ganho de dois a três anos não justifica, mas para o homem que tem essa oportunidade, essa sobrevida representa um período enorme, principalmente levando em conta a qualidade que o paciente terá ao longo desse tempo, podendo compartilhar de momentos relevantes de sua vida junto aos seus familiares e, mesmo, contribuindo intelectualmente e economicamente para a sociedade. 

No que se referia ao medicamento Lorlatinibe, para câncer de pulmão, o LAL reiterou seu apoio à recomendação inicial favorável da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (COSAÚDE) para a incorporação dessa tecnologia. O LAL ressaltou que acreditava que essa seria a decisão acertada, pois não podemos esquecer que uma grande parcela dos pacientes que passarão a ter acesso a essa tecnologia, destinaram e destinam grande parte de seus salários e do provimento de suas famílias para pagar por um Plano de Saúde, que deve custear as despesas com seus tratamentos dignos e de qualidade no momento em que mais precisam. 

Como reforço às argumentações, o LAL enfatizou que a terapia-alvo é uma das tecnologias que revolucionaram os tratamentos oncológicos e que está sacramentado que os pacientes que têm acesso às terapias-alvo realmente têm uma sobrevida muito superior ao disponível anteriormente e que mudaram a história no que se refere aos tratamentos para câncer de pulmão, com ganhos notáveis, pois incluem menos efeitos colaterais e uma reabilitação mais rápida e duradoura para o paciente.

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