
Influenciado pelo movimento hip hop, Bieto começou a pintar nos muros de São Paulo nos anos 1990. Sua pesquisa dedicada ao movimento o levou de desenhos figurativos de seu cotidiano às obras atuais, em que se destacam os chamados organismos, formas volumosas e coloridas, abstrações que revelam a plasticidade pulsante da vida.
Bieto construiu sua carreira como artista plástico como um subterfúgio para encontros reveladores e descobertas filosóficas. A curiosidade sobre o pensar o levaram a questões profundas, essenciais e, em última instância, de volta à vida. Suas obras, nesse sentido, são elementos dessa construção. Elas o mantém atento à força da vida, aos movimentos da natureza em sua eterna diferenciação. O abstrato de seus trabalhos apresenta o resultado da observação das causas e consequências dos elementos físicos e químicos em luzes, tintas, telas, paredes, espelhos e imãs. A plasticidade, resultado da força integrativa dos corpos, emerge em cada linha, curva, como deformações do espaço-tempo, em uma obra em construção, trazida pelo artista à realidade criada por ele.