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Câncer de colo de útero

O que é?

Também conhecido como câncer cervical, esse tipo de câncer atinge os órgãos reprodutores femininos – o colo uterino ou cérvix – localizados na parte inferior do útero, próximo ao canal vaginal. É causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV.

A infecção genital por esse vírus é muito frequente e, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. É importante destacar que a doença pode ser evitada desde que sejam seguidas as medidas de prevenção que têm por objetivo erradicar este tipo de câncer no país.

As células cancerígenas deste tipo de câncer costumam se apresentar sob duas formas: escamosas ou glandulares. Essas células são localizadas na zona de transformação, local em que o canal cervical se abre para a vagina (área em que se desenvolve a maioria dos tumores do colo uterino).

A multiplicação das células cancerosas acontece pelo não tratamento de lesões que são provocadas em sua maioria pelo vírus transmissível HPV.

Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (Papanicolau), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica desse exame.

(Tem uma indicação que normalmente se faz, por idade das mulheres, de intervalos do exame)

Sintomas

O câncer do colo do útero é uma doença de desenvolvimento lento e que pode não apresentar sintomas em sua fase inicial. Nos casos mais avançados, pode apresentar sangramento vaginal que vai e volta ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

Atenção: ao perceber um ou mais tipos de alterações, agende uma consulta médica para acompanhamento.

Fatores de risco

Em 90 % dos casos, o vírus HPV é o principal responsável pelo desenvolvimento deste tipo de tumor. Outros fatores que levam à contaminação pelo vírus estão relacionados às práticas da vida sexual:

  • Atividade sexual precoce.
  • Prática sexual com vários parceiros.
  • Sexo sem preservativo (camisinha).
  • Histórico de doenças sexualmente transmissíveis (DST).
  • Uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

É bom saber: o tabagismo também é considerado um fator de risco associado ao câncer de colo de útero (a doença está diretamente relacionada à quantidade de cigarros fumados).

Prevenção

A prevenção do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). São mais de 200 tipos diferentes de vírus do HPV e 13 deles apresentam maior risco de desenvolver o câncer do colo do útero. A manifestação pode ocorrer na vagina, pênis, ânus, faringe e esôfago.

Para ajudar na prevenção, além de evitar os fatores de risco, existe a vacina contra o HPV, disponível na rede pública* e privada. Ela protege contra quatro subtipos: 6, 11, 16 e 18. Os tipos 16 e 18 do vírus HPV são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero.

A transmissão da infecção ocorre por via sexual através de pequenas feridas microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital (ânus e partes vizinhas). O uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) durante a relação sexual com penetração, protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

Além de prevenir os fatores de risco é preciso fazer o rastreamento para um diagnóstico precoce da doença. O exame mais indicado é o Papanicolau, que identifica lesões percursoras que podem se transformar em células cancerosas.

É muito importante destacar que a partir do início da atividade sexual feminina ou quando a mulher completar 18 anos, todas devem fazer o exame Papanicolau anualmente. Caso não haja alterações nos últimos resultados, o teste pode ser feito com um maior intervalo, porém a critério do médico.

Se houver alguma alteração, você deverá ser encaminhada para a realização de outro exame mais detalhado e, se necessário, receber o tratamento adequado. Essa recomendação é válida mesmo para quem recebeu as doses da vacina de HPV, levando em consideração que ela não protege contra todos os subtipos do vírus.

Cerca de 90% dos casos de verrugas genitais estão relacionados com os subtipos 6 e 11 do vírus do HPV.

* A vacina está disponível na rede pública para meninas de 9 a 13 anos, em duas doses, com um intervalo de 6 meses entre a primeira e a segunda. E para meninas e mulheres de 9 a 26 anos diagnosticadas com HIV, em três doses, com um intervalo de 2 meses a cada vacina. Apesar da importância, as metas de imunização não foram atingidas. Medo, preconceito e desinformação são algumas das causas da baixa procura.

Diagnóstico

O exame de Papanicolau é o mais usado e previne o câncer do colo do útero, com o diagnóstico precoce de lesões e a identificação do vírus HPV.

Quando o caso é confirmado, outros exames podem ser feitos para definir o estadiamento do câncer, ou seja, as condições de tamanho, tipo e localização do tumor. Algumas vezes, apenas o exame físico é suficiente.

  • Exame pélvico e história clínica: exame da vagina, colo do útero, útero, ovário e reto através de avaliação com espéculo, toque vaginal e toque retal.
  • Colposcopia: exame que permite visualizar a vagina e o colo de útero com um aparelho chamado colposcópio, capaz de detectar lesões anormais nessas regiões.
  • Biópsia: se células anormais são detectadas no exame preventivo (Papanicolau), é necessário realizar uma biópsia, com a retirada de pequena amostra de tecido para análise no microscópio.
  • Tomografia computadorizada: verifica se as células cancerosas se disseminaram por alguma parte do corpo (gânglios linfáticos, abdômen e pelve, fígado, pulmão).
  • Ressonância magnética: é utilizada para identificar se houve metástase para o cérebro ou medula óssea.

Tratamento

O diagnóstico precoce garante sempre maiores chances de cura. O tipo de tratamento dependerá do estadiamento (estágio de evolução) da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade da paciente e desejo de ter filhos. Os métodos mais comuns usados no tratamento são:

  • Cirurgia (Histerectomia, Conização, Criocirurgia, Cirurgia a laser)
  • Radioterapia
  • Quimioterapia
  • Braquiterapia

Eles podem ser aplicados de forma isolada ou em conjunto. Essa definição é feita após o estadiamento da doença (o estádio de um tumor reflete não apenas a taxa de crescimento e a extensão da doença, mas também o tipo de tumor e sua relação com quem o desenvolveu).

Mulheres que ainda desejam engravidar devem comunicar ao médico para planejar a preservação do útero, caso seja possível, ou alguma outra maneira de reprodução assistida.

Reabilitação

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menos tempo de reabilitação será necessário após o tratamento. A fisioterapia pélvica é a forma mais usada para tratar os efeitos colaterais após a cirurgia.

As complicações mais comuns são:

  • Incontinência urinária: tratada com eletroestimulação, cinesioterapia e biofeedback.
  • Estenose vaginal: tratada com reeducação e massagem perineal e dilatação vaginal
  • Disfunções sexuais: tratada com eletroestimulação, biofeedback, dilatação vaginal e massagem perineal.
  • Linfedema de membro inferior: compressão pneumática, auto-massagem linfática, exercício miolinfocineticos e denagem linfática manual.

Fontes de consulta

INCA

– https://www.inca.gov.br

Atualizado em 08/2020
Pesquisado em 15/02/2021

ICESP

http://www.icesp.org.br

Atualizado em 07/2020
Pesquisado em 15/02/2021

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