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Câncer de pulmão: uma história de sobrevivência

Nos Estados Unidos, o diagnóstico de câncer no pulmão de um dos mais populares apresentadores de rádio do país trouxe à luz uma verdade que muita gente ainda ignora: um diagnóstico de câncer não significa que a vida acabou. Cada vez mais exemplos mostram o contrário, que é possível levar uma vida ativa mesmo durante o tratamento da doença.O apresentador é Rush Limbaugh, tão controverso quanto popular. Ele tem um programa diário onde a política é o único tema. Seu posicionamento inequivocamente conservador o tornou a maior audiência do rádio americano, há mais de 30 anos. Tão grande quanto o número de seus seguidores e fãs, porém, é o de seus detratores, que o consideram o que há de mais retrógrado no cenário político dos Estados Unidos.

Nunca temeroso de emitir pronunciamentos bombásticos, Rush Limbaugh chocou sua enorme audiência no início de fevereiro ao anunciar ter descoberto um câncer no pulmão, já em estágio 4, muito avançado. No mesmo fôlego, avisou que apesar do diagnóstico, iria continuar a apresentar seu programa, só tirando folga nos dias em que necessitasse fazer algum tipo de tratamento.

O câncer de pulmão afeta mais de 230 mil norte-americanos por ano, e continua a ser uma das maiores causas de morte no país. Mais de 80% dos casos de câncer no pulmão são causados pelo hábito de fumar, enquanto fatores como o fumo “de segunda mão” (exposição à fumaça expelida por outros fumantes), história familiar e ingestão de substâncias diversas presentes no meio ambiente explicam os restantes casos. Os especialistas notam, no entanto, que mais de 80 mil pacientes se recuperam da doença a cada ano.

O que é interessante no caso de Rush Limbaugh é que o câncer não é o primeiro problema médico sério que ele enfrenta. Há alguns anos, quando os ouvintes começaram a estranhar algumas mudanças em sua voz, o apresentador anunciou que estava ficando surdo, em consequência de uma doença autoimune. Na verdade, Rush apresentou seu programa por várias semanas sem escutar absolutamente nada, nem mesmo sua própria voz, dependendo de uma auxiliar para conversar com seus ouvintes pelo telefone. A auxiliar transcrevia rapidamente o que diziam os ouvintes. Hoje, Rush tem um implante coclear que restaurou parte de sua audição.

Quanto à promessa de continuar apresentando normalmente seu programa de três horas diárias, Rush Limbaugh a tem cumprido quase à risca. O apresentador falta apenas alguns dias por mês, quando se submete a tratamento, ou vez por outra quando o tratamento o deixa muito debilitado.

De vez em quando, o próprio Rush traz aos seus ouvintes atualizações sobre seu estado de saúde. Ele diz sempre que “apenas levantar para mais um dia de trabalho é sempre uma benção” e que fazer o que ama é um dos fatores que o estão mantendo positivo em sua luta contra o câncer.

Em uma das vezes em que falou sobre sua saúde, Limbaugh contou sobre uma etapa do tratamento que o deixou literalmente acabado. Explicando por que havia faltado por vários dias seguidos, o apresentador explicou que a quimioterapia o deixou prostrado, sem vontade de fazer nada.

Disse ele: “O que está acontecendo comigo não é surpresa, os médicos me prepararam para tudo isso. E eu sei que muitos de vocês na audiência já passaram por isso. É o custo que se paga por ir em frente com o tratamento para tentar prolongar sua vida. Levando em consideração todos os fatores, eu estou muito bem. Só o fato de estar aqui hoje é prova disso.”

O apresentador atribui à esposa grande parte do mérito pelos bons resultados que vem obtendo em seu tratamento. Ter apoio familiar, aliás, é um dos fatores mais importantes na luta contra qualquer doença, concordam os especialistas.

Num programa recente, Rush Limbaugh disse: “eu nunca pensei que esta doença fosse me afetar. Nunca. Mas eu sigo lutando. Não tenho palavras para registrar o quanto são importantes as mensagens que recebo de vocês, meus ouvintes fiéis. Suas perguntas e suas orações me mantêm forte. Seus votos de pronta recuperação me inspiram, e eu agradeço sinceramente.”
 

O Instituto Lado a Lado pela Vida criou a campanha Respire Agosto com o objetivo de alertar a população sobre o câncer de pulmão. Acesse todas as informações na página oficial. Clique Aqui.

* Paulo Leite é jornalista e vive em Washington DC desde 1992. Atualmente é consultor em novas mídias, além de trabalhar por mais de 24 anos na Organização Panamericana da Saúde, como produtor de documentários e um dos responsáveis pela presença da OPAS na Internet.Seus textos serão publicados na segunda semana de cada mês.

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