Alimentação

  • A alimentação durante o tratamento deve ser saudável, rica em verduras, legumes, frutas, carboidratos integrais, leguminosas, oleaginosas e proteínas magras. Deve-se evitar longos períodos de jejum, pois contribui para a perda de peso, fato que normalmente é visto em pacientes que estão realizando tratamento quimioterápico e/ou radioterápico; portanto, recomenda-se intervalos de 2 a 3 horas entre as refeições.

    A alimentação adequada contribui para a imunidade, cicatrização, melhor resposta ao tratamento , manutenção de peso e alívio dos sintomas.

  • Chá verde deve ser evitado durante a quimio?

    O chá verde pode ser consumido como um chá qualquer, mas não de forma excessiva, uma vez que os estudos são insuficientes para mostrar se os benefícios são maiores que os malefícios. O chá verde contém antioxidantes que protegem as células do corpo, sejam elas cancerígenas ou não; diante disso, se consumido em excesso poderia prejudicar a resposta ao tratamento. Portanto, durante o tratamento o consumo excessivo desse chá deve ser desencorajado.

    O paciente não pode comer graviola?

    A graviola é uma planta nativa do México, que contém carboidratos, proteínas, cálcio, fósforo, zinco, vitaminas do complexo B e vitamina C. Vem ganhando espaço nas pesquisas relacionadas ao câncer, pois seu componente acetogeninas anonáceas, em estudos em animais e in vitro, mostrou que induz a citotoxicidade das células tumorais, levando a um menor crescimento. Porém, ainda não existem estudos em animais maiores ou seres humanos, portanto são indícios apenas pré-clínicos. Muitas das substâncias encontradas na graviola são metabolizadas no fígado, o que pode alterar a absorção de quimioterápicos, assim como sua absorção e eficácia.

    Diante disso, deve-se evitar o consumo excessivo da graviola, principalmente os extratos, devido à falta de comprovação da sua eficácia em seres humanos. Além disso, estudo realizado em 2015 em ratos mostrou que o consumo diário da graviola in natura ou na forma de chá após um ano pode causar lesões cerebrais.

    Gengibre é recomendado para pacientes em quimioterapia?

    O gengibre possui ação anti-inflamatória e pode ser utilizado no alívio de sintomas como náuseas e vômitos. Estudo realizado com 51 pacientes fazendo tratamento quimioterápico, que receberam 1,2g de extrato de gengibre ou placebo, mostrou que os sintomas foram menores naquele grupo que recebeu o gengibre. Portanto, a raiz pode ser utilizada em sucos, chás ou até mesmo no preparo das refeições, com intuito de auxiliar no alívio de sintomas.

    Devo tirar do cardápio os alimentos ácidos?

    Muitos pacientes que estão em tratamento quimioterápico acreditam que os alimentos ácidos devam ser retirados da alimentação, mas a resposta é não. Estes alimentos devem ser evitados em caso de mucosite (feridas na boca) para alívio da dor.

    Profissionais da saúde indicam o consumo de alimentos ácidos no alívio de sintomas, especialmente náuseas. I ajudam a evitar a anemia, uma vez que a vitamina C presente nesses alimentos contribui para a absorção do ferro da couve, espinafre, rúcula, feijão, entre outros.

    Diversos estudos com animais e humanos em andamento no mundo avaliam altas doses de vitamina C como forma de combate ao câncer, sendo os resultados observados até o momento positivos. Outros apontam que mesmo a ingestão diária da vitamina por meio da alimentação pode ter papel protetor contra o câncer, devido ao seu poder antioxidante. Por outro lado, alguns estudos menores conduzidos com animais sugerem que, por ter papel protetor para as células em geral, a vitamina C poderia proteger também as células tumorais enfraquecendo a ação da quimioterapia.

    Diante disso, os alimentos cítricos devem ser mantidos na alimentação, mas seu consumo não deve ser excessivo ou suplementado.

    Devo evitar açúcar?

    Estudo realizado em 1931 pelo , confirmaram tal afirmação. As células tumorais utilizam o açúcar como forma de obter energia rapidamente a partir da respiração e fermentação que ocorrem concomitantemente; além disso, aceleram o crescimento das células tumorais. Os cientistas revelaram que o açúcar não causa câncer e, sim, estimula o crescimento das células cancerígenas já existentes.

    Dessa forma, alimentos ricos em açúcar devem ser evitados durante o tratamento. Procure utilizar açúcares como o demerara, orgânico, mascavo (caso você não seja diabético) em pequena quantidade; no caso de sucos naturais ou leite, tente não incluir o açúcar, pois estes alimentos já possuem o açúcar natural próprio dos alimentos.

    Posso comer carne?

    Sim, você pode consumir carne, uma vez que é um alimento rico em ferro, vitamina B12 e proteínas, contribuindo assim para a regeneração do tecido muscular e a evitar/tratar anemia.

    Estudos realizados desde 2001 demonstram relação entre o consumo excessivo de carne ou carne processada e a incidência de câncer coloretal. Porém, até o momento, recomenda-se que a carne pode ser consumida durante o tratamento, de 1 a 2x por semana, dando preferência a cortes magros e preparados de forma cozida, assada, refogada ou grelhada.

  • É importante evitar o jejum prolongando e procurar realizar refeições em intervalos de 2 a 3 horas. Incluir alimentos que ajudam no ganho de peso como batata, mandioca, purês, polenta, cuscuz; enriquecer as preparações com azeite extra virgem, queijos, ovos ou leite; incluir leite em pó no leite líquido, assim como aveia, linhaça, farinha láctea ou mix de cereais em frutas, vitaminas e iogurtes.

    Inclua nos seus lanches sucos de frutas batidos com couve, beterraba e mel, pois fornecerão um maior aporte de calorias, ferro e ajudam na hidratação.

  • O uso de suplemento hipercalórico e hiperproteico ajuda no ganho de peso e deve ser usado conforme orientação de seu nutricionista. É importante lembrar que existem suplementos em pó sem sabor que podem ser adicionados nas refeições, vitaminas, sucos e leite, favorecendo o consumo. Além disso, enconramos suplementos líquidos que podem ser consumidos nos lanches da manhã, tarde e/ou noite.

    Lembre-se que os suplementos nutricionais não substituem refeições, devem ser incluídos com o objetivo de aumentar o fornecimento de calorias e nutrientes.

  • Pacientes com câncer de estômago devem ingerir uma alimentação saudável, com maior aporte de proteínas (carne, peixe, frango, ovos leguminosas, leite e derivados), evitar o consumo de embutidos e alimentos gordurosos. É importante mastigar bem os alimentos e observar sintomas em caso de consumo de alimento específico. Muitos pacientes questionam sobre a ingestão de frutas ácidas; estas devem ser mantidas pois são alimentos fonte de vitamina C e minerais.

    Nos casos em que o paciente fez a cirurgia para a retirada de uma parte do estômago, deve-se consumir pequenos volumes de alimentos diversas vezes ao dia e a progressão da consistência da dieta de forma gradativa a partir da alta hospitalar: hídrica, líquida, leve (sopas), pastosa, branda e geral (alimentos sólidos). Alguns pacientes apresentam dificuldade em consumir proteínas, mas não podemos esquecer que a digestão desses alimentos é mais lenta e, portanto, a mastigação correta é de extrema importância. Além disso, como são alimentos ricos em nutrientes, não devem ser retirados da sua refeição; então, prefira consumi-las cozidas, moídas ou desfiadas caso você apresente má digestão.

  • Os pacientes com colostomia devem seguir uma dieta balanceada orientada pelo nutricionista, mastigar bem os alimentos e observar a consistência das fezes que deve ser pastosa ou semi-pastosa. Em caso de diarreia ou constipação, adaptar a alimentação conforme será descrito a frente.

    A hidratação adequada é essencal visando consumir de 2 a 2,5 Litros de líquidos ao dia (água, água de coco, suco natural). As fibras podem ser consumidas normalmente por um paciente com colostomia, orientada de forma individualizada. Além disso, caso apresente gases, evite alimentos fermentativos como feijão, milho, brócolis, repolho, ervilha, grãos, lentilha, fava, couve flor, couve de Bruxelas, pepino, cebola, nabo, pimentão, açúcar, doces concentrados, chocolate, alimentos gordurosos e bebidas gaseificada.

    O odor das fezes pode ser melhorado com o consumo de cenoura, chuchu, maisena, maçã, hortelã, gengibre, salsa, pêssego.

  • Procure se alimentar em um ambiente calmo, colocar pequenas porções de alimento na boca e mastigá-la bem. A refeição deve durar cerca de 30 a 40 minutos. Consuma a quantidade suficiente para saciá-lo, não force o consumo de um maior volume, pois isso trará sensação de empachamento e cansaço.

  • Mude diariamente as refeições e inclua os alimentos de sua preferência, pois isso o estimulará ao consumo. Alimentos como sopas, vitaminas, iogurtes, sucos naturais são mais tolerados em caso de anorexia.

    Ao realizar as refeições, evite tomar líquidos, consuma-os cerca de 30 minutos após, pois isso fará você consumir um maior volume de alimentos.

    Procure preparar uma refeição saborosa, com boa aparência e apetitosa, portanto utilize bastante temperos naturais como salsinha, cebolinha, coentro, alho, cebola, cúrcuma. Inclua também hortelã, gengibre e canela em pó nas bebidas.

  • A digeusia (perda do paladar) é comum nos pacientes em tratamento oncológico e ocorre devido à deficiência de zinco, encontrado nas carnes, peixes, camarão, leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, soja) e, principalmente, nas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, pistache).

    Algumas dicas podem ser seguidas para melhorar o sabor de suas refeições: consumir alimentos frios ou à temperatura ambiente; adicionar mais condimentos e especiarias aos alimentos; reduzir o consumo de alimentos amargos ou metálicos como o café, chocolate e chás; comer pequenas refeições várias vezes ao dia e evitar alimentos com cheiros fortes e quentes.

  • Ingerir bastante líquidos (água, água de coco, suco natural); consumir frutas cítricas como limão, laranja, abacaxi, mexerica, melancia e melão; mascar chiclete e chupar balas, especialmente de hortelã, gengibre e menta. Procurar consumir alimentos úmidos como carnes ou frangos cozidos, sopas, vitaminas e iogurtes; evitar alimentos secos como pães, torradas e massas.

    Importante higienizar bem a boca e realizar acompanhamento com o dentista.

  • Evite alimentos ácidos e irritantes como pimenta, vinagre, molho e extrato de tomate, frutas ácidas (laranja, abacaxi, limão, entre outras). Prefira alimentos pastosos como purês, polenta, sopas batidas, legumes amassados, verduras batidas e oferecidas como cremes e carnes moídas ou desfiadas. A temperatura dos alimentos deve ser próxima a ambiente ou fria; evite o consumo de alimentos e bebidas quentes.

    • Os líquidos (água,água de coco, repositor hidroeletrolítico e chás de ervas – evitar o matte e verde) devem ser ingeridos em abundância, no mínimo 2 litros por dia para evitar desidratação.
    • Prefira alimentos como batata, mandioca, arroz, chuchu, farinhas, tapioca, biscoito de polvilho, maizena e carnes cozidas ou grelhadas.
    • Evite chocolates, café, doces concentrados, alimentos integrais e gordurosos, linhaça, aveia e farelo de trigo.
    • Dê preferência a frutas como maçã sem casca, pêra sem casca, banana prata ou maçã e goiaba sem casca e sem sementes.
    • As leguminosas como feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja deve ser evitadas; prefira o consumo somente dos caldos.
    • O leite deve ser substituído temporariamente pelo sem lactose.
    • Prefira alimentos integrais como pães, bolachas, torradas, massas e arroz.
    • Inclua linhaça, chia, aveia, granola, semente de girassol, gergelim ou mix de cereais nas frutas, vitaminas, iogurtes ou saladas.
    • Prefira frutas ricas em fibras como a laranja com bagaço, abacaxi, abacate, mamão, banana nanica, entre outras.
    • Faça sucos de frutas batidos com folhosos como couve, espinafre, agrião ou legumes (cenoura, beterraba). Não coe.
    • Inclua oleaginosas em sua alimentação, pois são ricas em fibras e gorduras anti-inflamatórias, mas não exagere: consuma 1 colher de sopa ou 5 unidades por dia.
    • Os líquidos (água, água de coco, chás de ervas) devem ser ingeridos em abundância, no minimo 2 litros por dia, pois são importantes para a formação das fezes.
    • Consuma diariamente verduras e legumes, preferencialmente crús, no mínimo um prato de sobremesa por refeição.
  • Importante seguir uma alimentação rica em fibras e com alto consumo de água, visando a formação de fezes pastosas e que não machuque o paciente.