Educação alimentar, física e atenção aos sintomas para manter-se no controle da saúde

  • Quando uma pessoa descobre uma doença cardiovascular, pode ter a falsa impressão
    que não pode se exercitar. Sim, é um engano e justamente o contrário. Os exercícios
    fazem parte do tratamento. Se a pessoa tem hipertensão, por exemplo, o exercício
    funciona como um remédio. Porém, o médico deve ajustar todo o tratamento e depois
    disso, fazer a indicação das atividades que o paciente precisa e pode praticar.

    A prática regular de atividades físicas ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares,
    pois reduz a tensão arterial e o colesterol, aumenta a energia e melhora qualidade do
    sono, além de ajudar a manter o peso saudável e controlar o estresse.

    Os exercícios aeróbios são as atividades físicas mais benéficas para os doentes
    cardiovasculares. Caminhar, correr, andar de bicicleta e nadar são alguns exemplos
    deste tipo de atividade.

    Importante: as pessoas ativas têm menos chances de ter doenças cardiovasculares
    como AVC, infarto ou hipertensão, portanto, a melhor forma de prevenção está em
    praticar atividade física regularmente e manter a uma alimentação adequada. Antes de
    optar por atividades físicas mais intensas, faça uma avaliação física com um
    profissional especializado.

  • A alimentação saudável é um dos pontos principais para quem quer manter afastadas
    ou combater as doenças do coração. Alimentos industrializados, fast food e outras
    opções rápidas que encontramos no dia a dia são ricos em gordura saturada, sódio e

    açúcar, aumentando o risco de problemas como infarto, derrame, hipertensão,
    diabetes e obesidade.
    A opção pelos industrializados costuma ser estimulada pela praticidade. Mas encaixar
    hábitos saudáveis nos dias cheios de compromissos e afazeres pode ser só uma
    questão de planejamento. Para ajudá-lo nessa tarefa, separamos algumas dicas fáceis
    e práticas que vão tonar essa mudança possível.
     Planeje o cardápio da semana
    A falta de tempo costuma ser a desculpa mais comum das pessoas para não comer
    bem. Mas, assim como outras tarefas da rotina, o preparo dos alimentos pode ser
    incluído no planejamento da semana para facilitar o hábito saudável. O primeiro passo
    é pensar na lista de alimentos que serão consumidos ao longo da semana.
    Ter isso pronto facilita na hora de ir às compras. Depois de comprados os ingredientes,
    reserve um dia da semana para prepará-los, ou ao menos deixá-los pré-prontos. Lavar
    os legumes e verduras, cortar as frutas, organizar os lanches e separar as porções
    torna mais rápida e prática a preparação ao longo dos dias.
     Vá ao supermercado, ao sacolão ou à feira
    Descubra onde é o supermercado, sacolão ou a feira mais próxima da sua casa e
    reserve um dia específico para as compras. Além de ser uma atividade agradável, o
    hábito de frequentar os hortifrútis permite conhecer melhor a época de cada alimento
    e ajuda a variar o cardápio, escolhendo sempre alimentos frescos.
    A diversificação da dieta é fundamental para o bom funcionamento do organismo. A
    escolha de alimentos naturais é fundamental para manter uma

    boa saúde e costuma surpreender quem está habituado apenas com industrializados,
    já que são mais saborosos.
     Congele refeições
    Depois de fazer a lista e comprar todos os alimentos, reserve um dia para preparar as
    refeições da semana. Prepare de uma só vez os vegetais, molhos e proteínas que irá
    consumir na semana e reserve em porções no congelador. Essa é uma ótima maneira
    de evitar os congelados industrializados (que são cheios de conservantes) ou os fast
    food e garantir comida saudável para a semana toda, mesmo nos dias mais corridos ou
    quando bate aquela preguiça de cozinhar.
     Adicione cor à sua alimentação
    Você sabia que quanto mais colorido o seu prato de comida, mais saudável ele é? As
    cores dos alimentos indicam a presença de substâncias nutritivas, como antioxidantes,
    vitaminas e minerais. Na hora de preparar suas refeições, experimente combinar
    legumes e verduras de diferentes cores. É importante comer ao menos 80 gramas

    destes alimentos em cada refeição. Veja só quais nutrientes estão mais presentes em
    cada cor:
     Vegetais roxos (repolho roxo, berinjela, beterraba, rabanete): apresenta
    antocianina, composto que atua contra o envelhecimento precoce.
     Vegetais vermelhos (tomate, pimentão, morango): possui licopeno,
    antioxidante que ajuda na prevenção do câncer de próstata.

     Vegetais verdes (alface, couve-manteiga, rúcula, escarola, ervilha, agrião,
    espinafre e brócolis): contém compostos que ajudam a nutrir o fígado e fibras
    que auxiliam o intestino.

     Vegetais amarelos (cenoura, abóbora, mandioquinha, batata e manga): rico em
    vitamina C e betacaroteno, que fortalece o sistema imunológico.

     Aposte no magnésio e no ferro
    São minerais essenciais para o corpo e estão muito ligados ao vigor para lidar com
    estilos de vida corridos. O magnésio é bastante importante na transmissão do influxo
    nervoso, para a nossa forma física e intervém no tônus neuromuscular. Está presente
    em alimentos como chocolate, cereais, gergelim, espinafre e frutos secos. Portanto,
    você pode adicioná-lo aos lanchinhos da tarde, café da manhã ou almoço.
    Já o ferro é importante para o nosso sangue e está presente no peixe, carnes
    vermelhas, ovos e legumes secos. Mulheres têm uma necessidade ainda maior de
    ferro, por conta da perda que ocorre durante o período menstrual.

     Respeite os horários
    Respeitar os horários das refeições é fundamental. Além disso, não se deve limitar
    alimentação diária às três refeições principais: café da manhã, almoço e jantar. Longos
    períodos de jejum fazem a fome aumentar na hora das refeições, por isso é importante
    fazer lanchinhos intermediários, mas só quando tiver fome.

     A escolha do lanche
    Para preencher essa lacuna entre as refeições, manter a energia ao longo do dia e
    evitar exageros nas refeições principais opte pelo carboidrato e gordura saudável nos
    lanchinhos intermediários. Um mix de castanhas, creme de amendoim, barra de cereal
    ou vegetais (como cenoura) com homus são boas opções. Pela manhã, uma boa dica
    de lanchinho para levar ao trabalho são os overnight oats, potinhos preparados na
    noite anterior com aveia, iogurte e frutas. Essa combinação é boa para estimular o
    funcionamento do intestino durante o dia.

     Reduza a cafeína
    Uma xícara de café pela manhã, para dar um impulso de energia, outra à tarde, para
    dar um gás até o fim do dia são bem vindas. O que deve ser evitado é o excesso de
    cafeína. Trabalhar sempre com uma caneca de café ao lado, por exemplo, não é um
    bom hábito para a saúde. A cafeína em excesso pode fazer a pessoa se sentir irritada e ter noites de sono mal dormidas. Tome no máximo de três a quatro xícaras de café ao
    dia.

     Beba bastante água
    No lugar na caneca de café na mesa de trabalho, deixe a sua garrafinha de água.
    Muitas vezes esquecemos de ingerir água durante o dia e o hábito de manter a garrafa
    sempre ao lado pode ajudar a corrigir isso. A desidratação pode afetar o humor, a
    concentração e descarregar suas energias. A quantidade ideal depende de vários
    fatores, incluindo se a pessoa pratica atividades físicas e se o tempo está muito
    quente.

     Faça substituições saudáveis
    Pessoas costumam ter resistência à alimentação saudável por considerar as opções
    limitadas e as restrições muito radicais. Mas isso é realidade apenas em dietas
    extremas, que muitas vezes também podem oferecer riscos à saúde. No dia a dia, é
    possível fazer substituições saudáveis sem abrir mão do sabor.

    Você não precisa tirar o carboidrato da sua dieta, por exemplo, mas pode, em alguns
    dias da semana, trocá-lo por uma opção mais saudável: faça macarrão de pupunha
    desfiada ou arroz de couve-flor. Troque a carne vermelha pelo peixe ou frango, o
    queijo amarelo pelo cottage e a ricota, cereais normais pelos integrais. Tudo isso sem
    precisar abrir mão dos alimentos que gosta, mas dando uma chance para aqueles que,
    muitas vezes, deixamos de lado.

  • Os fatores de risco cardiovascular podem ser classificados em:
     Não modificáveis: ligados à idade, sexo e hereditariedade
     Modificáveis: relacionados à obesidade, dislipidemias, diabetes, sedentarismo,
    tabagismo, alcoolismo, hipertensão arterial, estresse e dieta inadequada.
    Estes últimos estão relacionados aos aspectos comportamentais e ao estilo de vida, o
    que tornam as mudanças muito difíceis, exigindo que os indivíduos compreendam sua
    situação de saúde e necessidade de alterar seu modo de viver.
    Portanto, é necessário ter o conhecimento de que essas doenças representam altos
    custos para os serviços de saúde, sendo responsáveis por um grande número de
    mortes e invalidez, além de trazer transtornos para os familiares.

    Assinale abaixo as alternativas para os fatores de risco da doença caso os identifique
    ( ) Colesterol Alto
    ( ) Pressão Alta (hipertensão arterial)
    ( ) Diabetes
    ( ) Obesidade e sobrepeso
    ( ) Alimentação inadequada (excesso de sal, açúcar, gorduras, alimentos processados,
    baixa ingestão de água, etc.)
    ( ) Sedentarismo
    ( ) Doenças renais
    ( ) Histórico familiar (hereditariedade)
    ( ) Tratamento para câncer
    A seguir, vamos conhecer cada um dos fatores de risco e qual o seu potencial para o
    desenvolvimento das doenças cardiovasculares:
    1. Colesterol
    O colesterol é um tipo de gordura que faz parte da estrutura das células do cérebro,
    nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Ele é essencial para o
    funcionamento destas células. É importante para a formação de hormônios de
    vitamina D e até ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras da alimentação.
    Como saber se minhas taxas de colesterol estão altas e fora de controle?
    De acordo com a nova Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da
    Aterosclerose, da Sociedade Brasileira de Cardiologia*, os níveis saudáveis para as
    taxas do colesterol são:
     Colesterol total: menor que 190 mg/dl.
     Colesterol HDL (bom): maior que 40 mg/dl.
     Colesterol LDL (ruim):
    – Menor que 130 mg/dl: em pessoas com risco cardiovascular baixo.
    – Menor que 100 mg/dl: em pessoas com risco cardiovascular intermediário.
    – Menor que 70 mg/dl: em pessoas com risco cardiovascular alto.
    – Menor que 50 mg/dl: em pessoas com risco cardiovascular muito alto.
    * Valores de referência do perfil lipídico para adultos maiores de 20 anos
    Para informações mais detalhadas sobre o colesterol clique aqui. (linkar para a aba de
    Doenças – Doenças Autoadquiridas – Colesterol)
    2. Pressão alta (hipertensão arterial)

    A hipertensão arterial – popularmente conhecida como “pressão alta” – é o aumento
    anormal e contínuo da pressão que o sangue faz ao circular pelas artérias do corpo. O
    estreitamento das artérias aumenta a necessidade do coração bombear com mais
    força para fazer o sangue circular dilatando o coração e danificando as artérias.
    Como saber se minha pressão está normal?
    A definição mais aceita hoje para a uma pressão normal é de 12 por 8. Para medir sua
    pressão é necessário adquirir um aparelho eletrônico próprio para a medição e que é
    vendido em farmácias e lojas de utilidades. É importante medir a pressão pelo menos
    uma vez ao ano. Já os portadores da doença, farão o aferimento da pressão com mais
    frequência e de acordo com a orientação médica.
    Antes de iniciar a medição, alguns passos devem ser seguidos:
     Iniciar o processo pouco antes das refeições e de tomar seus medicamentos.
     Não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas pelo menos 30 minutos antes.
     Não praticar atividade física até uma hora antes.
     Esvaziar a bexiga (urinar) e repousar de cinco a dez minutos antes de começar o
    aferimento da pressão.
    Após criar as condições necessárias para obter melhores resultados, é hora de
    executar a medição:
     Sente-se em uma cadeira com a coluna ereta. Coloque a braçadeira no braço
    esquerdo, sem folgas, de dois a três dedos acima da articulação do cotovelo.
    Alguns aparelhos devem ser colocados no punho, verifique as instruções do
    seu.
     Mantenha o braço relaxado, apoiado em uma superfície, elevado na altura do
    coração e vire a palma da mão para cima.
     A maioria dos aparelhos é bastante simples de usar, basta apertar um botão
    que ele começará a medição. Quando a braçadeira começar a inflar, mantenha-
    se relaxado, não fale nem movimente o braço.
    Uma sequência de números irá aparecer no visor do seu aparelho assim que a
    braçadeira começar a desinflar. O primeiro valor mostrado, normalmente tem relação
    com a pressão máxima (sistólica) e o segundo, logo abaixo, diz respeito à pressão
    mínima (diastólica). De forma geral, os aparelhos mostram três dígitos como primeiro
    valor.
    Então, basta colocar uma vírgula antes do último número para saber o valor da
    pressão, por exemplo: 120 por 80 mmHg, é o mesmo que 12,0 por 8 (nível de pressão
    arterial normal). Dependendo do modelo do aparelho utilizado, um terceiro número
    pode aparecer. Geralmente, esse valor se refere ao número de batimentos cardíacos
    por minuto.
    Importante: ao fazer a checagem da pressão arterial, qualquer resultado acima de 129
    x 80 mmHg já é considerado o estágio 1 de hipertensão, desta maneira, é muito

    importante procurar um médico. Para hipertensos que obtiverem valores iguais ou
    maiores que 180 x 120 mmHg (18 por 12) é recomendada a imediata procura por um
    pronto-socorro.
    Para informações mais detalhadas sobre hipertensão arterial clique aqui. (linkar para a
    aba de Doenças – Doenças Autoadquiridas – Hipertensão)
    3. Diabetes
    Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue
    metabolizar corretamente insulina que produz. A insulina, por sua vez, é um hormônio
    que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para
    utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos como fonte de energia.
    Quais os riscos da falta de diagnóstico e controle da doença?
    Como informação mais relevante é necessário destacar que o nível de glicemia
    (açúcar) considerado normal deve ser inferior a 100 mg/dl.
    É importante lembrar que o controle adequado da taxa de glicemia reduz
    drasticamente o risco de desenvolver uma complicação. O diabetes é uma doença
    cercada de mitos, mas, na verdade, quem tem o problema pode levar uma vida mais
    do que normal: ativa, saudável e feliz.
    Entretanto, se não houver acompanhamento, as altas taxas de glicose no sangue
    podem favorecer algumas complicações. Conheça as mais comuns:
     Doença renal
     Neuropatia e má circulação
     Calos e rachaduras na pele dos pés
     Sensibilidade geral da pele (ressecamento, coceira, infecções, rachaduras com
    problemas de cicatrização)
     Problemas nos olhos (glaucoma, catarata e retinopatia)
    Um simples exame de sangue pode revelar se você tem diabetes. Com uma gotinha de
    sangue e três minutos de espera, já é possível saber se há alguma alteração na taxa de
    glicemia. Caso a alteração seja considerável, será necessária a realização de outros
    exames, mais aprofundados.
    Para informações mais detalhadas sobre hipertensão arterial clique aqui. (linkar para a
    aba de Doenças – Doenças Autoadquiridas – Diabetes)
    4. Obesidade
    A obesidade é uma doença crônica, progressiva, recidivante e pode ser considerada
    uma epidemia global. É caracterizada pelo excesso de gordura corporal em quantidade
    que determine prejuízos à saúde. O diagnóstico da obesidade é clínico e baseado no
    Índice de Massa Corporal (IMC).

    Por meio dele, é possível classificar um indivíduo em relação ao seu próprio peso, bem
    como saber de complicações metabólicas e outros riscos para a saúde. A partir dele, o
    profissional de saúde pode solicitar exames complementares.
    Em qual faixa de obesidade me enquadro?
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o diagnóstico pelo índice de massa
    corporal (IMC), que é calculado utilizando a altura e o peso do indivíduo (IMC = peso
    (kg) / altura (m) 2 ).
    Uma pessoa tem obesidade quando o IMC é maior ou igual a 30 kg/m 2 e a faixa de
    peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m 2 . Os indivíduos que possuem IMC entre 25 e
    29,9 kg/m 2 são diagnosticados com sobrepeso, e já podem ter alguns prejuízos com o
    excesso de gordura.
    Você pode verificar em que grau de obesidade está clicando aqui.

    Qual a importância de manter o controle do peso?
    Apesar das evidências científicas demonstrarem a complexidade atrelada à prevenção
    e ao controle da obesidade, o tema é muitas vezes tratado como algo banal. A
    sociedade é constantemente informada de que ganho e perda de peso são simples.
    Esse discurso é associado a propagandas de tratamentos milagrosos para o ganho de
    peso, como programas de atividades físicas ou mesmo medicamentos para resultados
    rápidos. Constantemente, essas mensagens giram em torno da ideia de que o ganho
    de peso está associado a uma moral falha, como preguiça ou gula, e que, por isso,
    pode ser facilmente solucionado ao se comer menos e se exercitar mais.
    A disseminação desta ideia afeta negativamente pessoas com sobrepeso e obesidade,
    trazendo diversas consequências, incluindo menor escolaridade, piores condições
    socioeconômicas, psicossociais, entre outras. Pesquisas revelam, inclusive, que
    pessoas com sobrepeso tem piores condições de trabalho e menores salários.
    Não é uma questão de força de vontade, determinação ou caráter. A genética
    contribui com 70% para o desenvolvimento da obesidade, somando-se a outros
    fatores determinantes como alimentação e sedentarismo.
    As pesquisas mostram que a doença vai além do comer muito e gastar pouca caloria.
    Alguns estudos já apontam a poluição e bactérias presentes no intestino como fatores
    que contribuem para o surgimento da obesidade.
    Importante: a obesidade apresenta inúmeras complicações e, de acordo com a
    tendência individual, ela pode desencadear diabetes tipo 2, hipertensão arterial,
    apneia do sono e alguns tipos de câncer, sem citar fatores psicológicos por causa do
    estigma da obesidade.

    A obesidade leva as pessoas a viverem menos e com pior qualidade de vida. O
    tratamento inclui alimentação saudável, com diminuição da ingestão de calorias e
    aumento da atividade física, podendo-se associar ao uso de medicamentos. Em casos
    mais graves, pode ser indicado o tratamento cirúrgico.
    5. Excessos na alimentação
    Ter uma dieta saudável não deve ser um hábito exclusivo do estilo de vida fitness ou
    de quem foi diagnosticado com uma doença cardiovascular. A alimentação balanceada
    ajuda a manter afastados os fatores de risco que comprometem a saúde do coração.
    Além de controlar o peso, comer bem também influencia os níveis de colesterol,
    diabetes e hipertensão.
    Alimentar-se de forma saudável significa reduzir o açúcar, o sal e as gorduras de
    origem animal (saturadas e trans), que aumentam os níveis de colesterol ruim no
    sangue (LDL). O colesterol alto acarreta problemas como a aterosclerose, acúmulo de
    gordura nas paredes das artérias que pode provocar infarto e derrame (AVC).
    Cerca de um terço do colesterol que circula no sangue vem da dieta. Portanto, a
    nutrição atua diretamente nos níveis de colesterol, diabetes e na circunferência
    abdominal, fatores de risco para doenças cardiovasculares.
    Para ter estes benefícios é importante evitar gorduras de origem animal, produtos
    lácteos integrais, alimentos fritos e ricos em gordura trans – presente, principalmente,
    em industrializados. Esse espaço vazio no prato deve ser ocupado pelos chamados
    alimentos amigos do coração.
    Um prato de comida deve ter equilíbrio entre gordura, carboidratos e proteínas.
    Lembrando que as verduras e legumes devem compor 50% do prato Veja os alimentos
    recomendados:
     Arroz, massas, batata e mandioca.
     Carnes (preferencialmente a branca, três vezes por semana e em substituição à
    carne vermelha) e variedades de grãos (versões integrais dos alimentos como
    cereais, quinoa, amaranto).
     Peixes (têm pouca gordura saturada e possui o ômega 3, uma gordura boa que
    faz bem para a saúde do coração).
    É bom saber: as frituras devem dar lugar aos grelhados. Já os doces, ricos em
    carboidrato simples, de difícil absorção, devem dar lugar às frutas, que possuem
    carboidratos complexos, fibras, vitaminas e nutrientes.
    6. Sedentarismo
    O sedentarismo é marcado pela falta de atividades físicas, que faz com que a pessoa
    tenha um gasto calórico reduzido. Considera-se sedentária a pessoa que gasta menos
    de 2.200 calorias por semana.

    É comum, para grande parte dos brasileiros, passar um expediente inteiro de trabalho
    sentado em uma mesa de escritório. De acordo com um estudo, publicado na revista
    The Lancet, quem tem uma rotina como essa, e passa oito ou mais horas do dia
    sentado, deve fazer pelo menos uma hora de atividade diariamente para reverter os
    danos da inatividade.
    A saída, para quem tem uma agenda apertada, é administrar bem o tempo ao longo do
    dia. Para isso não é exclusivamente necessário praticar esportes ou academia, de
    acordo com estudos realizados pela Universidade inglesa de Cambridge. Basta
    caminhar, pela manhã, no intervalo do almoço ou depois do jantar para sentir os
    benefícios.
    Caminhar é mesmo uma saída eficiente?
    Além de proteger o coração, a caminhada também beneficia pulmão e ossos. As trocas
    gasosas que ocorrem durante a respiração passam a ser mais poderosas quando se
    caminha com frequência, facilitando a limpeza do pulmão, dilatando os brônquios e
    prevenindo algumas inflamações das vias aéreas.
    Apesar da caminhada ser uma atividade mais amena, um estudo da Associação
    Americana do Coração, mostrou que caminhar tem os mesmos efeitos que correr na
    redução dos riscos de doenças cardíacas. Segundo os especialistas, caminhar e correr
    desenvolvem o mesmo grupo de músculos.
    Durante uma caminhada, os vasos sanguíneos ficam mais relaxados e dilatados,
    facilitando a circulação e diminuindo a pressão arterial. Desta forma, o coração
    trabalha com menos resistência, o que diminui o risco de problemas como infarto e
    AVC.
    Por que devo praticar alguma atividade física?
    A redução de atividade física pode provocar uma rápida deterioração da saúde
    cardiovascular e mortes prematuras entre populações com maior risco de
    enfermidades do coração. Da mesma forma, o consumo maior de alimentos ricos em
    açúcares, gorduras e calorias constitui um fator de risco para a obesidade, hipertensão
    e doenças cardiovasculares.
    7. Doenças renais x problemas cardíacos
    Sabia que os rins e o coração precisam trabalhar juntos e de forma saudável? E que
    doenças renais podem levar às doenças cardíacas e vice e versa? É mais provável que
    as pessoas que sofrem com doença nos rins morram de problemas no coração. Mas
    qual é a relação entre estes dois órgãos?
    Os rins têm total ligação com o aparelho cardiovascular. O sangue bombeado pelo
    coração precisa ser purificado nos rins. E para o rim funcionar, ele precisa da circulação
    correta do sangue. Por isso, muitas vezes o paciente renal crônico também tem
    alterações cardíacas.

    O alerta é ainda mais importante para pessoas diagnosticadas com diabetes e
    hipertensão arterial, pois elas têm mais risco de desenvolverem doenças renal e
    cardíaca. É por isso a importância de ser acompanhado por serviços de saúde.
    Como posso evitar complicações?
    Algumas medidas simples podem ser tomadas para evitar os riscos de danos ao rim e
    ao coração:
     Manter uma alimentação equilibrada, com baixo teor de sal e açúcar.
     Cuidar da hidratação corporal bebendo boas quantidades de água
     Não fumar (evitar o tabagismo)
     Fazer atividade física regularmente
    Outro ponto importante diz respeito às medidas de prevenção, que possibilitam ao
    paciente a descoberta precoce do problema. Quem tem doença renal, por exemplo,
    pode nem saber porque a maioria delas é silenciosa e não apresenta sintomas.
    No Sistema Único de Saúde (SUS), as pessoas devem procurar o clínico geral numa
    Unidade Básica de Saúde (UBS), onde é possível fazer acompanhamento de forma
    rotineira. Com a avaliação do clínico, se houver alguma alteração, ele encaminhará
    para o tratamento especializado com nefrologista ou cardiologista, feito nos hospitais.
    Pacientes com doenças renais ou cardíacos passam a ser acompanhados para tratar o
    problema e evitar que um órgão afete o funcionamento do outro. O fator de maior
    importância em relação ao paciente renal é o controle da diabetes e da hipertensão.
    Nos estágios mais avançados destas doenças, o tratamento é feito com a hemodiálise
    ou diálise peritoneal.
    8. Histórico familiar
    A história familiar representa uma importante ferramenta na compreensão do risco à
    saúde de um indivíduo que pode ser beneficiado com recomendações médicas sobre
    mudanças no estilo de vida, já que as pessoas de uma mesma família partilham genes,
    comportamentos e ambientes que podem influenciar a saúde e o risco de doenças.
    O parentesco em primeiro grau (pais e filhos) revela uma probabilidade bastante alta
    da manifestação de problemas cardiovasculares apresentados pelos pais e que podem
    ser desenvolvidos pelos filhos. Já para os parentes considerados de segundo grau (avós
    e irmãos), as chances de herdar estas características genéticas é menor. Portanto, este
    é mais um fator de risco não modificável, porém, controlável ou tratável e que serve
    de alerta para todos os membros da família.
    O fator genético pode contribuir, em grande parte, para a ocorrência de problemas do
    coração. Em decorrência deste fato, mesmo as pessoas que se exercitam, se
    alimentam bem e não possuem vícios como o tabagismo, podem apresentar
    naturalmente risco elevado para hipertensão, diabetes e colesterol alto.

    Desta forma, mesmo que não tenha sintomas, consultar um médico cardiologista é
    fundamental. Assim, é possível conhecer o seu perfil e os riscos de desenvolver algum
    problema do coração. Conhecer os riscos é essencial para adotar as devidas medidas
    de prevenção o quanto antes.
    9. Tratamento para câncer x Doenças cardiovasculares
    As doenças cardiovasculares e o câncer são as duas principais causas de morte no
    mundo. A cada ano, 17,9 milhões de pessoas morrem por problemas no coração e 9,6
    milhões por tumores, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o
    aumento da expectativa de vida, tem sido cada vez mais comum pacientes cardíacos
    desenvolverem câncer e vice-versa. Além disso, alguns medicamentos e tratamentos
    oncológicos podem causar danos ao coração como efeito colateral.
    Para a melhora da sobrevida dos pacientes que enfrentam o câncer, efeitos colaterais
    do tratamento da doença no sistema cardiovascular e o envelhecimento da população,
    foi desenvolvida uma subespecialidade na cardiologia denominada, cardio-oncologia. A
    ideia central é resguardar o coração do paciente durante e após o tratamento
    oncológico.
    Mas, afinal, o que é cardio-oncologia? O termo descreve os esforços para prevenir ou
    tratar indivíduos com problemas cardíacos causados por tratamentos contra o câncer.
    Embora muitos pacientes também possam vir a sofrer com problemas pulmonares,
    renais ou infecciosos, o crescimento das doenças cardíacas nesse contexto fez surgir o
    campo que reúne oncologistas, cardiologistas e pesquisadores.
    Apesar da especialidade crescer a cada dia, ainda há poucos cardio-oncologistas no
    país. O tratamento do câncer pode colocar o coração em risco de diferentes maneiras.
    A quimioterapia é capaz de danificar o músculo cardíaco e sua capacidade de bombear
    o sangue, levando à insuficiência cardíaca.
    A radioterapia, quando aplicada na região do tórax, pode interromper o ritmo cardíaco
    normal e danificar o revestimento ao redor do coração e as válvulas cardíacas. O maior
    risco da radiação é o desenvolvimento de doença arterial coronariana precoce e
    acelerada, o que aumenta a possibilidade de infarto.
    Enquanto alguns pacientes não apresentam sintomas, outros têm falta de ar, dor no
    peito ou diminuição da capacidade de se exercitar. No entanto, não se pode
    recomendar que deixem o tratamento para combater o câncer. Nesse sentido, a
    atuação precoce do cardio-oncologista é fundamental para evitar sequelas irreversíveis
    no sistema cardiovascular e também para permitir que o tratamento do câncer seja
    continuado sem prejuízo ao coração.
    Sabe-se que ex-pacientes de câncer podem estar em risco de desenvolver doença
    cardíaca por até uma década após a conclusão do tratamento. É nessa esfera que a
    comunidade médica precisa aumentar a conscientização e fazer um trabalho mais
    próximo aos pacientes, sensibilizando-os para que fiquem alertas quanto aos sintomas
    e façam avaliações médicas periódicas.

  • Um dos maiores desafios da área médica ainda consiste em fazer com que os pacientes
    sigam as recomendações para o tratamento adequado de acordo com a sua doença.
    Grande parte não segue as orientações abandonando medicamentos e exercícios, o
    que aumenta suas chances de internação no futuro.
    A falta de entendimento sobre a importância da medicação que estão tomando e do
    programa de reabilitação, responsável pela sua recuperação, fazem com que os
    pacientes desistam dos tratamentos. A ausência de motivação para seguir, muitas
    vezes, se baseia na quantidade de medicação prescrita. Mas o porquê de tomar tudo
    isso? Existem ainda aqueles que negam serem portadores da doença em decorrência
    do estado depressivo desencadeado
    por ela.
    Afinal, isso ocorre apenas por descuido do paciente com o tratamento? Não. Os
    médicos também têm responsabilidade, principalmente, em relação à qualidade da
    informação que transmitem aos pacientes. Outro motivo que costuma atrapalhar os
    tratamentos é a vergonha de perguntar ao médico sobre o que não entenderam e, na
    maioria dos casos, os pacientes tiram suas dúvidas com os enfermeiros.
    Grande parte dos profissionais reconhecem que nem sempre o tempo de duração de
    uma consulta chega a ser o suficiente para tratar dos diversos assuntos que se referem
    à vida do paciente e uma das soluções pode estar na múltipla assistência de
    profissionais da saúde (atendimento multidisciplinar).
    É muito importante que pacientes em tratamento, na alta médica, estejam totalmente
    esclarecidos sobre as modificações em sua rotina e estilo de vida. Isso é fundamental
    para o sucesso terapêutico e qualidade de vida.

  • O processo cirúrgico cardiovascular é um procedimento de alta complexidade e que
    costuma durar aproximadamente quatro horas. Nele, está incluído o uso de anestesia
    geral e o tratamento pós-operatório na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
    Muitas pessoas podem pensar que os cuidados em UTI se reservam apenas aos
    pacientes em condições de saúde de maior gravidade, no entanto, ele faz parte da
    rotina médica de forma que, todos os pacientes submetidos à cirurgia cardíaca
    passam, necessariamente, pela UTI.
    A quantidade de equipamentos e cuidados de UTI que um paciente de cirurgia cardíaca
    recebe no pós-cirúrgico, à primeira vista, pode dar a impressão que algo fora do
    normal está acontecendo. Porém, o uso de tubos na traqueia, de acessos arteriais e
    venosos faz parte do hábito de monitoramento do pós-operatório.

    De forma programada, os pacientes de cirurgia cardíaca são encaminhados para os
    cuidados de UTI, de acordo com avaliações pré-operatórias feitas pelas equipes
    médicas que definem quais as melhores práticas a serem aplicadas caso a caso.
    Os principais cuidados em UTI são:
     Intubação: a intubação endotraqueal garante o processo respiratório
    (ventilação) do paciente enquanto ele está inconsciente e sem condições de
    respirar sozinho. À medida em que ele recupera a consciência e os efeitos da
    anestesia ficam mais fracos, o tubo é retirado.
     Acessos: são a “porta de entrada” para a administração de medicamentos
    diretamente nas veias e artérias do paciente. As veias centrais (subclávia e
    jugular) são as mais utilizadas para este propósito. Esse tipo de acesso permite
    fazer exames, checar a necessidade de líquidos e os demais parâmetros ligados
    ao sangue. Já os acessos por via arterial, é comumente feito pelas artérias
    radiais ou femorais e são conectados a monitores que mostram os valores da
    pressão arterial do paciente.
     Marcapasso provisório: consiste na implantação de dois pequenos fios no
    coração, expostos pela região abdominal, para a prevenção de complicações
    geradas pela manipulação do músculo cardíaco durante o procedimento
    cirúrgico. Alguns pacientes podem apresentar arritmia ou bloqueio
    atrioventricular no pós-operatório e, caso seja necessário, um marcapasso
    provisório é conectado aos fios expostos. Este dispositivo é retirado sob
    avaliação médica, embora em alguns casos, pode ocorrer a necessidade do
    implante de um marcapasso definitivo.
    Importante: os pacientes de cirurgias cardiovasculares devem se tranquilizar com
    relação às dores do pós-operatório, pois a equipe da UTI é especialmente treinada
    para identificar, prevenir e tratar todas as manifestações dolorosas. Devido aos
    avanços de técnicas e medicamentos, a dor do pós-operatório operatório não é um
    fator relevante a ser considerado na recuperação dos pacientes como nas décadas
    anteriores.
    Atuação das equipes multidisciplinares na UTI
    O cuidado multidisciplinar é essencial para o sucesso da recuperação dos pacientes da
    cirurgia cardíaca. As equipes que trabalham no tratamento intensivo são
    extremamente treinadas para prevenir, monitorar e agir com rapidez diante das
    possíveis complicações apresentadas antes e depois do procedimento cirúrgico.
    Os profissionais presentes nestas equipes são:
     Enfermeiros
     Fisioterapeutas
     Nutricionistas
     Fonoaudiólogos
     Psicólogos

    Qual o tempo médio de internação?
    A média do tempo necessário de internação em UTI por pacientes da cirurgia
    cardiovascular é de cerca de 48 horas. O tempo pode ser mais longo, a depender dos
    diferentes tratamentos do procedimento cirúrgico. Pacientes com condições clínicas
    prévias como: distúrbios neurológicos, pulmonares, renais, entre outros, geralmente
    demandarão um tempo maior de cuidados.

  • Doença arterial coronariana (DAC)
    A Doença Arterial Coronariana (DAC) ocorre quando há formação de placas (incluindo
    colesterol, depósitos de gordura, cálcio e outras substâncias) nas artérias coronárias
    localizadas no coração. A doença é uma consequência do processo de aterosclerose,
    no qual há obstrução gradual ou súbita das artérias coronárias por placas de gordura e
    coágulos.
    Com isso, há insuficiência das artérias coronárias (vasos sanguíneos encarregados em
    irrigar o próprio coração), de proporcionarem ao músculo cardíaco (miocárdio), os
    nutrientes e o oxigênio de que este necessita para manter a sua atividade normal.
    A DAC é favorecida por uma série de hábitos, comportamentos e estilos de vida
    inadequados, como por exemplo, a alimentação desequilibrada, a obesidade
    (principalmente abdominal), o tabagismo, o sedentarismo e o stress. Não menos
    importantes são fatores de risco para a aterosclerose, como: hipertensão arterial
    (pressão alta), colesterol elevado (principalmente LDL, o chamado “colesterol ruim”) e
    diabetes mellitus.
    Doença cerebrovascular
    Doenças cerebrovasculares são quaisquer patologias que atingem os vasos do cérebro.
    Elas, em um primeiro momento, danificarão o funcionamento do órgão e, a longo
    prazo, a sua própria estrutura. Há ocorrência quando as condições de circulação do
    fluxo sanguíneo são dificultadas de forma momentânea ou permanente em uma
    determinada área do cérebro.
    Conheça os dois tipos mais frequentes da doença:
     Isquêmico: é causado pelo bloqueio de fornecimento de sangue para parte do
    cérebro provocando a falta de oxigênio no órgão. A maior parte dos casos de
    doenças cerebrovasculares são isquêmicos. A condição precisa de avaliação
    médica imediata.
     Hemorrágico: quando um vaso se rompe e causa derramamento de sangue na
    superfície do cérebro acontece uma hemorragia. Trata-se de uma emergência
    médica que precisa ser tratada o mais rápido possível para evitar complicações
    graves, danos cerebrais e morte.

    As doenças cerebrovasculares isquêmicas representam a maior parte dos casos, com
    isso, a maioria delas tem como origem a aterosclerose, que ocorre quando há altos
    níveis de colesterol no sangue e consequente inflamação das artérias do cérebro. Vale
    destacar que todos os tipos de doenças vasculares cerebrais são progressivos, lentos e
    podem trazer sérias consequências.
    Confira as doenças cerebrovasculares mais frequentes:
     Embolia cerebral: é de origem isquêmica e se produz por um êmbolo (pedaço
    de placa que se desprende da artéria) e chega ao cérebro. Os sintomas podem
    envolver o adormecimento de um lado do corpo, dificuldade de expressão e de
    comunicação.
     Trombose cerebral: ela dá origem ao Acidente Vascular Cerebral (AVC). A
    trombose se dá devido ao estreitamento de alguma das artérias por conta de
    possíveis coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo.
     Hemorragia cerebral ou intracerebral: os maiores desencadeadores de
    hemorragias são os aneurismas. Trata-se da dilatação da parte fraca de um
    vaso sanguíneo no cérebro. No momento em que o aneurisma se rompe,
    acontece a hemorragia.
    Doença arterial periférica
    Esta doença já consta do item doenças cardiovasculares (pág.2) e será linkada para sua
    referida página
    Doença cardíaca reumática
    A doença cardíaca reumática ou cardiopatia reumática é uma consequência de outra
    patologia denominada febre reumática que é, por sua vez, uma doença que tem
    origem numa infecção de garganta pela bactéria Streptococcus pyogenes. A febre
    reumática pode afetar o coração, as articulações, a pele e o cérebro, sendo uma das
    complicações mais comuns o dano causado à válvula mitral do coração.
    Geralmente associada com baixos níveis socioeconômicos, condições de higiene e
    condições de saneamento básico precárias, a doença cardíaca reumática ainda
    representa um problema nos países em desenvolvimento causando índices de
    mortalidade e morbidade preocupantes. Já nos países desenvolvidos, de acordo com a
    Organização Mundial da Saúde (OMS), a introdução de políticas públicas para a
    prevenção da doença e o uso da massivo da penicilina praticamente erradicaram o
    problema.
    Cardiopatia congênita
    Considera-se qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas
    primeiras oito semanas de gestação quando se forma o coração do bebê. Ocorre por
    uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca, mesmo que
    descoberto anos mais tarde.

    As cardiopatias congênitas mais comuns incluem alteração em alguma válvula
    cardíaca, que influencia no fluxo sanguíneo dificultando ou impedindo sua passagem,
    alterações nas paredes do coração levando a comunicações cardíacas que não
    deveriam existir e mistura do sangue oxigenado com o não oxigenado ou ainda a
    formação de um único ventrículo. Pode ainda haver a combinação de malformações.
    Trombose venosa profunda e embolia pulmonar
    A Trombose Venosa Profunda (TVP), condição conhecida popularmente apenas por
    trombose, é a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas da
    parte inferior do corpo, geralmente nas pernas. É a forma mais comum da trombose.
    Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região. O problema
    maior é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em
    um processo chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos
    pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.
    No caso da embolia pulmonar, esses coágulos que viajaram pelo sangue vindos,
    geralmente das pernas, literalmente "encalham" nos pulmões. Essa condição, que
    provoca uma súbita falta de ar, pode ser bastante grave e exige atendimento médico
    imediato.
    A trombose ocorre, geralmente, após cirurgia, corte ou falta de movimento por muito
    tempo, sendo mais frequente após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos
    e ginecológicos. Apesar de ser um problema que geralmente afeta mais mulheres,
    homens também podem ter trombose.
    Em números, quando é avaliada apenas a faixa entre 20 a 40 anos, a incidência de
    trombose é um pouco maior nas mulheres pela maior exposição a fatores de risco,
    como anticoncepcionais e gestações.
    Importante: a trombose venosa profunda, se não tratada corretamente, pode evoluir
    para algumas complicações como a embolia e provocar, inclusive, a morte. um detalhe
    muito relevante é que a doença pode ser absolutamente assintomática. No entanto,
    quando presentes, os sintomas podem aparecer em forma de dor, calor, vermelhidão
    ou rigidez da musculatura na região onde se formou o trombo. Portanto, assim que
    surgirem os primeiros sintomas, procure imediatamente um médico.
    Amiloidose cardíaca
    A amiloidose é uma doença rara e sistêmica, causada pela deposição extracelular de
    fibrilas proteicas (substâncias amiloides), que, por um erro metabólico, são
    depositadas em diversos tecidos, e o organismo não consegue remover, trazendo
    vários danos aos órgãos atingidos.
    Quando há deposição das fibrilas proteicas dentro do coração, há amiloidose cardíaca,
    uma doença cujo diagnóstico requer alto grau de suspeição clínica e é fundamental
    que seja precoce, pois se não for tratada, pode evoluir de forma progressiva e letal.

    Também conhecida como síndrome do coração rígido, essa doença é muito grave, pois
    à medida que os depósitos de proteínas no tecido do coração aumentam, cresce a
    rigidez e a restrição do relaxamento do órgão. Com isso, o funcionamento do coração
    é comprometido.
    O acúmulo de proteínas no tecido cardiovascular pode levar ao baixo bombeamento
    de sangue, na qual o órgão se torna tão rígido que não consegue se expandir para
    encher de sangue e distribuí-lo adequadamente para diversas regiões do corpo.
    Cardio-oncologia
    As doenças cardiovasculares nos pacientes com câncer são eventos cada vez mais
    frequentes, em decorrência de avanços na terapêutica contra o câncer que resultaram
    tanto na melhora da qualidade de vida como no aumento da sobrevida dos pacientes.
    Nas últimas décadas, os progressos no tratamento oncológico resultaram também na
    maior exposição dos pacientes a fatores de risco cardiovasculares e à quimioterapia
    com potencial de cardiotoxicidade.
    Portanto, a cardio-oncologia foi criada com o propósito de auxiliar pacientes
    diagnosticados com câncer que passaram, em algum momento do seu tratamento, a
    apresentarem sintomas cardíacos por conta de certas toxinas presentes em alguns
    medicamentos contra o câncer.
    Entre os males provocados ao coração por estes medicamentos destinados à
    terapêutica oncológica estão a insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana,
    arritmia, hipertensão e pericardites.
    A cardiologia oncológica é fruto da interação entre as duas especialidades com o
    objetivo de oferecer ao paciente com câncer, o melhor tratamento possível
    diminuindo as chances de complicações cardíacas. É importante destacar que, durante
    o tratamento oncológico, pessoas com problemas cardíacos pré-existentes podem ter
    o risco aumentado para a agravamento da sua doença.
    Já aqueles que não têm nenhum tipo de doença cardíaca, mas que apresentam fatores
    de risco como diabetes e hipertensão, têm maiores chances de desenvolver males do
    coração.