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COMO ASSIM, DR. FALCI? – Mulheres: a atenção com a saúde vai além dos cuidados ginecológicos

Após um ano onde o único assunto que parece chamar a atenção sobre saúde é a pandemia, resolvemos dar destaque a outras doenças que, independente da COVID-19, continuam a existir.

Existe uma cultura popular que se diz que o ginecologista é o médico da mulher enquanto que o urologista, o do homem. Isso é parcialmente correto, uma vez que o ginecologista cuida do aparelho reprodutor feminino e o urologista, do masculino. No entanto, o urologista também cuida do trato urinário – sistema composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra – e é sobre isso que iremos tratar neste artigo. Trataremos de quatro doenças principais que podem afetar as mulheres, desde a infância até a senilidade. Serão apresentadas de forma resumida pois o objetivo é alertar para sua importância, deixando seu detalhamento para artigos futuros. São elas: as infecções urinárias (cistites), os cálculos renais, a incontinência urinária e os tumores, apresentados nessa sequência, respeitando sua importância cronológica na vida das mulheres.

– Infecções urinárias: apresentam um expectro amplo de gravidade desde as cistites até as pielonefrites com sepse (estas, felizmente raras). Têm três fases de importância na vida das mulhres: na criança, onde pode estar associada a malformações congênitas do trato urinário, no início da juventude, algumas vezes associada ao começo da atividade sexual e na senilidade, relacionada às mudanças hormonais e alterações da anatomia e imunidade locais. Na maioria das vezes são casos leves, chamados de cistites, que, embora incômodos, não impôem risco de vida e o tratamento realizado com antibióticos comuns.

– Cálculos renais: seu pico de incidência é na fase adulta. Como relatado pelas próprias mulheres, a dor da cólica renal supera a dor do parto. A formação do cálculo ocorre nos rins, fruto de uma urina desbalanceada. Essa pedra, então, migra e, quando chega ao ureter pode causar obstrução. Neste caso, ocorre aumento da pressão dentro do sistema coletor o que gera a cólica renal – dor forte, associada com náuseas e vômitos, palidez, sudorese e sensação de inquietude. O tratamento sucintamente consiste em analgesia para a cólica, retirada ou eliminação espontênea do cálculo e prevenção de formação de novas pedras.

– Incontinência urinária: popularmente conhecida como bexiga caída. Na mulher tem duas causas principais: hiperatividade do muscúlo da bexiga, ou seja, contração involuntária da bexiga quando ela deveria estar relaxada e fraqueza da musculatura do assoalho pélvico, que resulta na incontinência urinária aos esforços. O tratamento para a primeira causa geralmente é feito com medicamentos enquanto que, na segunda, dependendo da intensidade, é necessário o tratamento cirúrgico.

Tumores: não podemos pensar em envelhecimento sem falar dos tumores, já que apresentam incidência progressivamente maior com o aumento da faixa etária, em sua maioria. Todo o trato urinário é susceptível a tumores. No entanto, pela raridade dessa doença nos ureteres e na uretra, falaremos dos renais e de bexiga. Atualmente, a maioria dos tumores de rim são diagnosticados em exames de rotina, ainda em fase precoce, através da ultrassonografia de abdômen. Como na maioria dos tumores, o diagnóstico precoce se traduz em maior probalidade de cura, com tratamentos menos agressivos. No caso do rim, tumores pequenos são preferencialmente tratados com cirurgias que preservam o rim, enquanto que os grades necessitam da retirada completa do órgão. Já o tumor de bexiga tem sua incidência bastante relacionada ao tabagismo, ou seja, quem fuma, tem até nove vezes mais probabilidade de apresentar esse tumor, quando comparado aos não-tabagistas. Seu principal sintoma é o sangue na urina e seu tratamento pode variar desde a simples retirada da lesão até a remoção completa da bexiga, dependendo do expectro da doença. Felizmente 70% é a forma não invasiva, o que possibilita cirurgia menos agressiva.

Com isso concluímos o objetivo deste artigo, dedicado especialmente às mulheres, lembrando da importância das doenças do trato urinário, numa época onde a atenção está voltada para a pandemia que, embora extremamente importante, não impede o aparecimento de outras doenças.

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