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Decisão de parar de fumar: como tomar?

Tomar a decisão de parar de fumar é mais difícil do que parece. Não existe uma receita única e objetiva para todo mundo. Isto é, parar de fumar é uma jornada individual, que vai de acordo com hábitos e estilo de vida de cada um.

Foi pensando nesta questão – e também como parte da campanha anual Respire Agosto – que o Instituto Lado a Lado pela Vida preparou uma minissérie especial em formato de podcast para abordar o processo de parar de fumar.

No primeiro episódio dos quatro que serão divulgados, a jornalista Ana Marques conversou com o ex-fumante André Miranda e a psicóloga Marcela Sampaio sobre o início desta jornada, quando a decisão de largar o cigarro é tomada.

Como o hábito de fumar surge?

Para André, a relação com o tabaco se iniciou de forma recreativa aos 14 anos. “O que era para ser um cigarro que fumei em uma festinha, virou todo dia”, disse.

Marcela explicou que o cigarro funciona como uma válvula de escape para a maioria dos tabagistas. “Geralmente, as pessoas fumam porque elas não sabem lidar com as frustrações ou a sua ansiedade. E, infelizmente e graças à nicotina, o cigarro dá, ao tragar, a sensação de prazer e uma ilusão de alívio”.

Quando tomar a decisão de parar de fumar?

André já está em sua segunda tentativa de parar de fumar, e para cada vez, a motivação foi diferente. “A primeira vez que eu parei de fumar foi porque eu tive um problema de saúde e fiquei internado. Em casa, eu não fumava. Meus pais nunca gostaram de cigarro. Eu sempre respeitei, só fumava quando saía na rua”, contou.

Eventualmente, André trocou o cigarro tradicional pelo eletrônico – chamado de “vape”. Ele começou a se questionar do porquê precisava do cigarro. “Eu gostava muito de fumar. Não parei de gostar, todo dia é uma luta para não fumar. Eu sabia que fazia mal e que incomodava a minha família, que ficava muito chateada com isso”.

Parar de fumar e retornar ao hábito é comum, segundo Marcela. “Não pense nisso como um fracasso, porque não é. Entenda isso como um aprendizado”.

A psicóloga ressaltou que as motivações para parar de fumar são individuais, e que autoconhecimento e acompanhamento médico e psicológico são essenciais.

Ouça o primeiro episódio na íntegra:

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