Doenças sexualmente transmissíveis nos homens: como evitar e reconhecê-las

Doenças sexualmente transmissíveis nos homens: como evitar e reconhecê-las

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são consideradas um dos problemas de saúde pública mais comum em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil as estimativas de infecções por transmissão sexual - sífilis, gonorreia, clamídia, herpes genital e HPV - na população sexualmente ativa, a cada ano, chega a 5,8 milhões.

Apesar de comum, a prevenção destas doenças é simples. O uso de preservativo é eficaz para evitar todo tipo de DST. Para pacientes já contaminados, é importante conhecer os sintoms dessas doenças e buscar ajuda médica o quanto antes. Conheça alguns sinais de alerta das principais DSTs.

Candidíase 

A candidíase é uma infecção causada por um fungo - Candida albicans - que afeta principalmente a boca e os órgãos genitais. No homem os sintomas mais comuns são coceira, vermelhidão e dor no pênis. Os sinais se manifestam principalmente quando a pessoa está com o sistema imunológico enfraquecido. O contato íntimo sem uso de preservativo, a má higienização do pênis e o diabetes pode acarretar essa infecção. 

Herpes genital

É causado por um vírus que se manifesta na pele ou nas membranas mucosas dos genitais. A doença provoca úlceras nessa região, causando dor e sangramento. Outros sintomas comuns são: coceira, dor ao urinar manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas. A melhor forma de se prevenir do herpes genital é fazendo uso de preservativos durante relações sexuais.

Gonorreia

No homem, a doença - causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae - costuma se manifestar na uretra - canal que leva a urina para fora do corpo -, mas também pode surgir em outras partes do corpo como reto, olhos, garganta e articulações. A pessoa infectada geralmente sente ardência ao urinar, dor ou inchaço e um dos testículos e percebe uma secreção abundante de pus na uretra.

Clamídia 

É considerada a DST mais comum do mundo. Estima-se que 5% da população adulta e 10% da população adolescente sexualmente ativa estejam contaminados com a Chlamydia trachomatis. A clamídia normalmente se manifesta entre 1 a 3 semanas após o contato íntimo, causando sintomas no homem como dor ao urinar, corrimento purulento pela uretra, proctite e inchaço nos testículos. Quando não tratada pode acarretar complicações como a infertilidade.

Sífilis

A sífilis se manifesta em três estágios. No primeiro, é possível perceber algumas feridas. A bactéria torna-se dormente (inativa) no organismo. No estágio dois, o paciente pode apresentar dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para deglutir. No tipo congênito, a mãe infectada transmite a doença para o bebê, seja durante a gravidez, por meio da placenta, seja na hora do parto.

AIDS 

A Aids é considerada um dos maiores problemas da atualidade pelo seu caráter pandêmico (ataca ao mesmo tempo muitas pessoas numa mesma região) e sua gravidade. Os primeiro sintomas da doença surgem cerca de 20 dias depois da contaminação e costumam ser: febre, mas estar, dor de cabeça, normalmente confundidos com uma gripe comum. 

O vírus da AIDS ataca o sistema imune, deixando o organismo mais suscetível às chamadas doenças oportunistas. Para evitar a transmissão da Aids, recomenda-se uso de preservativo durante a relação sexual, uso de seringas e agulhas descartáveis.

HPV

O HPV é transmitido pelo contato direto com a pele nas relações sexuais, por isso é recomendado usar preservativo durante o sexo vaginal, anal ou oral. A doença geralmente é silenciosa, mas pode causar verrugas nas partes genitais, mãos, boca e garganta. Mesmo não apresentando sintoma, o homem contaminado pode transmitir o vírus. 

A vacina contra o HPV é a forma mais eficaz de evitar as complicações relacionadas ao vírus. A chamada de quadrivalente é altamente eficaz contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18. Desde 2015, meninas de 9 a 11 anos de todo o país podem tomar a vacina pelo SUS. Em janeiro de 2017, a imunização será ampliada para meninos de 12 a 13 anos. 

Mesmo tomando a vacina, é necessário usar preservativo em todas as relações sexuais para evitar a contaminação com outros vírus do HPV.