Estudo aponta eficácia do exame de PSA com 75% de precisão para rastrear câncer de próstata

Estudo aponta eficácia do exame de PSA com 75% de precisão para rastrear câncer de próstata

O câncer de próstata matou mais de 13 mil homens em um ano no Brasil, de acordo com o último levantamento do INCA (Instituto Nacional de Câncer), e pode ser tratado na maioria dos casos através do diagnóstico precoce com a realização de exames de toque e de PSA (sangue). 

Um estudo recente da Universidade de Harvard, nos EUA, mostrou a eficácia dos exames de Antígeno Prostático Específico (sigla em inglês PSA - Prostate Specific Antigen) nos fatores de diagnóstico e de risco da letalidade da doença. O exame é feito com base em amostras de sangue para rastreio precoce do câncer de próstata. 

O estudo avaliou cerca de 22.071 americanos com idade entre 40 e 59 anos por um período de 30 anos, iniciado em 1982. Dos pacientes analisados com câncer e um PSA acima da média, 82% deles com idade entre 40 a 49 anos, 71% com idade entre 50 a 54 anos e 86% com 55 a 59 anos apresentaram uma forma mais letal.

Com base nos resultados de cada grupo etário e do desenvolvimento da doença, será possível analisar os riscos de outros homens com câncer de próstata de apresentarem progressão da doença de forma mais letal, além do já utilizado para diagnóstico.

Reviravolta
Em 2012, um outro estudo americano definiu que o exame de PSA não obtinha grande eficiência nos seus resultados. Desde então, ele deixou de ser uma opção para o diagnóstico entre os americanos e os índices da doença e sua mortalidade não pararam de subir no país. Suspeitas por imprecisões nos métodos aplicados na pesquisa mantiveram ativos outros estudos sobre o exame. 

Agora, o estudo realizado por 30 anos pelos pesquisadores de Harvard comprova que além da eficiência no diagnóstico o PSA pode predefinir a incidência da gravidade da doença.   

No Brasil
O PSA se mantém no quadro de recomendação das sociedades médicas para o diagnóstico precoce da doença. Junto a ele, está o exame de toque retal, que apesar de rápido e indolor ainda enfrenta muito preconceito pelo sexo masculino. 

Com o exame de toque é possível avaliar o volume, consistência, presença de irregularidades, limites, sensibilidade e mobilidade da próstata. Esses dados ajudam a prever não somente o câncer de próstata, mas outras alterações na próstata como hiperplasias (crescimento benigno de células) e prostatite (infecção na próstata causada por bactérias do intestino).    

O câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente nos homens brasileiros, atrás do câncer de pele não-melanoma. De todos os casos de câncer no Brasil cerca de 21,3% são de próstata. 
Com números alarmantes de óbitos e a eficiência dos métodos para diagnósticos, não há mais motivo para descuidar da saúde.