Parlamentar e Instituto Lado a Lado pela Vida discutem a situação da oncologia no Brasil

Parlamentar e Instituto Lado a Lado pela Vida discutem a situação da oncologia no Brasil
Publicado em 14.05.21

Ontem, 13/5, aconteceu uma reunião entre a diretoria do LAL e o Deputado Dr. Frederico (Patriota/MG), oncologista e coordenador do Grupo de Trabalho (GT) criado para discutir a situação da oncologia no Brasil. Apresentamos ao parlamentar a nossa visão do que fará diferença na vida do paciente, para que ele avalie a inclusão na agenda prioritária do GT.

Marlene Oliveira, presidente do LAL e o deputado Dr. Frederico terminaram a reunião satisfeitos com a sinergia entre os pontos que consideram relevantes para análise da agenda do GT:
 
  1. Diagnóstico precoce, que garantirá o cumprimento da Lei 1.389/2019, que prevê que a confirmação ou não do tumor aconteça em até 30 dia da consulta que identificou a suspeita;
  2. Priorizar a cirurgia para retirada do tumor, procedimento importante que reduzirá cerca de 50 mil mortes no país de cidadãos que não tiveram o câncer retirado a tempo. Além do impacto na qualidade de vida ao paciente, que muitas vezes será curado retirando o tumor, há uma sensível economia de recursos que hoje são destinados a tratamentos agressivos e muitas vezes de alto custo para tratar o câncer em estágio avançado.
 

Pedimos também para ter acesso à prestação de contas do uso dos R$ 20 milhões que o Ministério da Saúde destinou através da Portaria nº 3.069 de 11 de novembro de 2020 para o combate ao câncer de pênis nos estados do Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Sergipe e mais 370 municípios com população de até 100 mil habitantes com média de registro de, ao menos, um diagnóstico de câncer de pênis. Há 13 anos somos a voz mais ativa no País quando o assunto é a saúde do homem. Erradicar o câncer de pênis no Brasil que, anualmente, leva cerca de 1.600 homens a terem seus órgãos amputados é uma das nossas ações prioritárias e precisamos saber o que está sendo feito com os recursos, ainda mais agora na pandemia, quando pacientes estão com dificuldade de receber diagnóstico, iniciar ou dar andamento ao tratamento de diversos tipos de câncer.

 Fechando a conversa, nossa presidente reforçou que não é viável o "tudo para todos", mas, sim "tudo para quem precisa na hora certa". A conquista de direitos é legítima, mas vem acompanhada de deveres e o mais importante deles é a participação da sociedade civil na saúde.