Frio aumenta risco para infarto e AVC; saiba os sintomas

Frio aumenta risco para infarto e AVC; saiba os sintomas

Redação LAL - Mais um nome expressivo do jornalismo brasileiro foi vítima de doenças cardiovasculares. O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu na noite dessa terça-feira (9.7), no Rio de Janeiro, vítima de um infarto fulminante. A informação foi divulgada pela TV Record, emissora onde trabalhava desde 2003.

De acordo com a emissora, o jornalista saiu para jantar com amigos na noite de ontem (9) e infartou quando retornou à sua casa. Aos 77 anos, ele deixa uma filha e esposa também jornalista Geórgia Pinheiro. O Instituto Lado a Lado pela Vida, que desde 2008 realiza um trabalho de conscientização sobre as doenças cardiovasculares, se solidariza com a família do jornalista.

As doenças cardiovasculares vitimaram 355.895 brasileiros em 2017, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde. Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, nos dias mais frios, os índices de infarto podem aumentar em até 30%, principalmente quando a temperatura está abaixo dos 14 graus. Pacientes com idade entre 75 e 84 anos e aqueles com doença coronariana prévia são mais vulneráveis aos efeitos da baixa temperatura.

"A estimativa é que a cada 10°C de queda na temperatura haja um aumento de 7% no índice de infartos e acidente vascular cerebral (AVC)", afirma o cardiologista e membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marcelo Sampaio. O especialista explica que isso acontece porque o organismo faz de tudo para manter o calor interno do corpo ao redor de 36,1ºC.

Quando as terminações nervosas da pele se ressentem com o frio, elas estimulam a produção de um tipo de catecolamina, substância que acelera o metabolismo para evitar a perda de calor, como forma de proteger o funcionamento de órgãos vitais internos. Com isso, as paredes dos vasos sanguíneos que irrigam a pele se contraem, e o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue.

Saiba identificar

Mais conhecido como ataque cardíaco, o infarto acontece quando o fluxo do sangue para o coração é interrompido e o coração não recebe sangue e oxigênio suficientes para se manter em atividade. Com isso, o músculo cardíaco morre ou é danificado.

Pacientes diabéticos, com hipertensão arterial, obesos e que sofrem de estresse e depressão, assim como quem tem arritmia cardíaca, fazem parte do grupo de risco.

A dor no peito é o principal sintoma do infarto. O paciente também pode sentir dores estendidas para braços, ombros e pescoço. Na mulher, os sintomas podem ser diferentes: respiração curta, dor na mandíbula, náusea, dor de estômago e sensação de desconforto no peito.

Desmaio, tontura, falta de ar - principalmente em idosos, excesso de suor e formigamento também são sintomas de infarto.

Esses sinais duram aproximadamente 20 minutos e podem ir e voltar. Pacientes diabéticos geralmente não apresentam sintomas, mas também podem ser acometidos pela doença.