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Cálculo Urinário

Saúde do Homem

O que é?

Conhecido popularmente como pedra no trato-urinário, o cálculo urinário atinge principalmente adultos dos 30 aos 40 anos. O nome científico para este problema é litíase urinária que pode ser classificado como de baixa gravidade — o procedimento para remoção das pedras é relativamente simples — desde que receba o devido acompanhamento médico.

As pedras são formadas por cristais – minerais e sais ácidos solidificados – que se unem e formam os cálculos. Quase 80% dessas peças contêm cálcio, mas também existem as compostas por ácido úrico.

Cerca de 12% da população receberá esse diagnóstico, com uma incidência maior no sexo masculino, com 2 homens para cada mulher afetada. 

Conforme a Sociedade Brasileira de Urologia, no Brasil, os custos das internações motivadas por cálculo urinário estão estimados em R$ 29 milhões/ano. Nos Estados Unidos, este custo representa US$ 2 bilhões/ano.

Sintomas

O sinal mais comum dos cálculos urinários é uma forte dor em um dos lados da região lombar. Semelhante a cólicas, a dor costuma ter um início repentino e vai se espalhando para o abdômen anterior.

O excesso de dor causa grande desconforto, náuseas e vômitos. Caso eles ainda estejam nos rins, ou seja, não desceram para a bexiga, a dor é menor, mas requer tratamento.

Outros sintomas como a bexiga cheia e sangramento na urina podem ser relacionados com esse diagnóstico. 

Fatores de Risco

A formação de cálculos pode estar relacionada a:

  • Predisposição genética
  • Fatores ambientais, como o clima quente que provoca uma maior desidratação
  • Obesidade
  • Dieta rica em proteínas, incluindo carne vermelha, peixe, ovo, leite e derivados
  • Dieta rica em sódio. A indicação do consumo de sal é de 1 colher de chá por dia
  • Pouca ingestão de líquidos
  • Doenças como Hiperparatireodismo, responsável por regular o metabolismo do cálcio, e inflamatórias intestinais como a doença de Crohn, que afeta o revestimento do trato digestivo.

Prevenção

O primeiro passo é a inclusão de hábitos saudáveis com controle da alimentação e exercícios. Diminuir a ingestão de sal e alimentos ricos em proteína animal, como a carne vermelha, aumentar e manter a frequência das atividades físicas e, principalmente, a ingestão de água e sucos naturais, mais especificamente os cítricos. Lembrar que a quantidade diária de líquidos deve seguir a recomendação médica, pois em exagero, também pode ser prejudicial à saúde, pois elimina os sais minerais.

Alguns pacientes não conseguem controlar apenas com a mudança no estilo de vida e precisam de medicação para alterar a composição da urina.

Diagnóstico

A confirmação da doença é feita por meio de avaliação de histórico clínico e exames de imagem que detectam a presença dos cálculos no trato-urinário.  Dentre estes exames, o mais indicado é a tomografia computadorizada do abdômen, que é capaz de encontrar a maior parte dos cálculos nesta região. Outros procedimentos também eficazes são o ultrassom e o raio-X.

Tratamento

Inicialmente é feito o controle da dor, já que muitos pacientes recebem o diagnóstico após apresentar os sintomas de fortes dores na região lombar.

Também são adotados manejos que incitam a eliminação espontânea do cálculo. Em alguns casos pode ser necessária a realização de procedimento cirúrgico, escolhido de acordo com a posição e tamanho do cálculo a ser retirado. Entre eles estão:

  • Litotripsia extracorpórea por ondas de choque, considerado um método não-invasivo. O paciente recebe ondas de choque sob a pele que dissolvem as pedras e facilitam a expulsão dos cristais.
  • Cirurgia percutânea, com pequenas perfurações na região lombar que quebram e retiram os fragmentos.
  • Ureterolitotripsia endoscópica, sem intervenção cirúrgica esse procedimento é feito através do canal da urina com a inserção de um aparelho endoscópico que visualiza internamente o local das pedras e faz a remoção.
  • Cirurgia convencional, com a retirada dos cálculos através de uma incisão na parede abdominal.

Perguntas Frequentes

Beber mais água diminui a formação dos cálculos?
Sim. A ingestão adequada de água pode reduzir em até 60% a produção das pedras.

Qual é a quantidade ideal de água por dia?
A recomendação para pacientes que sofrem com as pedras nos rins ou no trato-urinário é ingestão de 2 a 3 litros de água por dia. 

Existe alguma relação dos cálculos renais com a próstata?
Um dos motivos associados ao aparecimento destas pedras é o aumento da próstata. Seu crescimento pode obstruir parcialmente a saída da urina, que leva a um acúmulo de cristais e resíduos, promovendo a formação dos cálculos.

Se alguém da minha família tiver pedra nos rins, eu também terei?
Vários fatores contribuem para o surgimento dos cálculos urinários, mas a predisposição genética pode facilitar a formação dos cristais e o aparecimento dos cálculos.

Existe diferença entre cálculo renal e cálculo urinário?
Não. A formação de cálculos se dá no trato-urinário que envolve os rins, ureter – canal que leva a urina dos rins até a bexiga – e bexiga. O cálculo é quando essa formação se dá ainda nos rins, com uma dor menos intensa e necessidade de tratamento. Ao “caminhar” pelo trato-urinário, essas pedras podem obstruir o ureter, causando dores intensas, ou ir para a bexiga, dificultando a saída e até causando um pequeno sangramento na urina.  

Fontes de consulta

SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA (SBU)

http://sbu-sp.org.br

Atualizado em 09/2020
Pesquisado em 10/03/2021