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Câncer de Esôfago

cancer

O que é

O câncer de esôfago, tubo que liga a garganta ao estômago, é o oitavo câncer mais comum no mundo. Sua incidência é duas vezes maior em homens. Com exceção do câncer de pele, entre os homens brasileiros o câncer de esôfago é o sexto mais comum, enquanto, entre as mulheres, é o 15º.

Sintomas

A princípio, o câncer de esôfago não apresenta sintomas, mas, com o crescimento do tumor, podem surgir sinais de alerta, como dificuldade ou dor ao engolir, dor no tórax e sensação de obstrução à passagem dos alimentos, além de náusea, vômito e perda de apetite.

A dificuldade de engolir, chamada pelos médicos de disfagia, normalmente começa com alimentos sólidos, mas, aos poucos, estende-se a alimentos pastosos e até líquidos. Isso é um sinal de que a doença já se encontra em estado avançado, quando pode também provocar a perda de peso corporal.

Fatores de risco

Hábitos alimentares estão entre os principais fatores de risco para o câncer de esôfago. O consumo excessivo de bebidas com temperatura acima dos 65ºC – como chimarrão, chá e café – é arriscado, assim como o de bebidas alcoólicas.

Além dos líquidos, a ingestão de carnes processadas – como salsicha, calabresa, salame e presunto – também pode levar ao câncer de esôfago, especialmente quando o paciente está acima do peso.

O tabagismo também é um grande fator de risco para este câncer. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima que 25% dos casos sejam provocados pelo fumo, mesmo entre quem interrompeu a prática.

Alguns quadros clínicos, como infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, também são fatores de risco para este câncer, assim como a tilose, um distúrbio que provoca o espessamento da pele das mãos e dos pés.

Exposição frequente a poeiras oriundas de construção civil, carvão ou metal, assim como a substâncias tóxicas como ácido sulfúrico, também provoca câncer de esôfogo. Por este motivo, trabalhadores como os de indústrias de couro e metalurgia, por exemplo, devem estar mais atentos à doença.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de esôfago é feito a partir de uma endoscopia digestiva. No exame, o médico insere um tubo com uma câmera na ponta para visualizar o órgão por dentro e, se necessário, extrair amostras de lesões para a realização de biópsias.

Em 2020, o INCA registrou 11.390 casos de câncer de esôfago, sendo 8.690 em homens, e 2.700, em mulheres.

Tratamento

O tratamento do câncer de esôfago pode ser realizado por meio de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Tumores pequenos podem ser tratados por meio de procedimentos realizados durante a endoscopia, mesmo procedimento utilizado para o diagnóstico, sem necessidade de cirurgia.

Em casos mais avançados, a quimioterapia associada à radioterapia é uma opção terapêutica frequente antes da realização da cirurgia. Já em casos muito graves, onde não há chance de cura, adota-se a radioterapia combinada ou não à quimioterapia de maneira paliativa.

Assim como em outros cânceres, é importante que o plano de tratamento seja traçado de acordo com o estágio do tumor, as condições clínicas do paciente e suas expectativas em relação à doença.

Prevenção

A prevenção do câncer de esôfago se dá por hábitos alimentícios, como evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou bebidas quentes, comer mais frutas e vegetais em detrimento da carne vermelha e de gorduras, e não fumar ou se expor à fumaça do cigarro.

É recomendado também atividade física, para auxiliar na manutenção do peso corporal, e a prática de sexo apenas com preservativo, para evitar infecções como o HPV, que podem dar origem a lesões no esôfago e levar ao câncer.

Fonte de consulta

INCA – https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-esofago Pesquisa realizada em 24/6/2021