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Câncer de mama

cancer

O que é?

O câncer de mama ocorre quando as células da mama se dividem desordenadamente, produzindo uma massa palpável na região que pode causar caroços, vermelhidão, nódulos nas axilas e alterações na forma dos mamilos e das mamas. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor.

Há vários tipos de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor.

No início de fevereiro de 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou a informação de que o câncer de mama já ultrapassou em incidência o câncer de pulmão e tornou-se o câncer de maior ocorrência em todo o mundo.

No Brasil, em 2020 foi o que mais atingiu as mulheres, representando quase 30% dos casos de câncer diagnosticados entre os indivíduos do sexo feminino. (Veja se vc consegue melhorar essa frase. Rs!)

O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Existe tratamento para câncer de mama, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Tipos de tumores que afetam a mama:

  • Benignos: não cancerígenos, eles são formados por células tumorais que não se propagam para fora do local de onde surgem.
  • Malignos: formados por células cancerígenas que se propagam para outras partes do corpo através da corrente sanguínea ou do sistema linfático.

Sintomas

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais. A doença pode não causar dores nesta fase, mas à medida que o tumor cresce, é possível que gere desconforto. Observe os seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher.
  • Calor, inchaço, vermelhidão, escamação ou dor na mama.
  • Sensibilidade e alterações no mamilo (bico do peito), secreção ou inversão dele para dentro da mama.
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.
  • Enrugamento ou endurecimento da mama.

Importante: Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para a possível avaliação de um câncer. É fundamental que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano).

Fatores de risco

Muitos fatores podem indicar a presença do câncer de mama. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos).

Eu colocaria os fatores hereditários e a obesidade aqui, em destaque e depois mencionaria como outros os comportamentais, sedentarismo, consumo de bebidas; exposição frequente às radiações e história reprodutiva.

Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

  • Ambientais e comportamentais: se relacionam com a obesidade e o sobrepeso após à menopausa. A falta de atividade física e o consequente sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas e exposição frequente às radiações ionizantes (Raios-X) aumentam o risco do desenvolvimento da doença.
  • História reprodutiva e hormonal: ter a primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos ou ter engravidado após os 30 anos. Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos, usar contraceptivos (estrogênio/progesterona) ou ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.
  • Hereditários e genéticos: história familiar de câncer de ovário ou casos de câncer de mama na família, especialmente antes dos 50 anos. Histórico familiar de câncer de mama em homens. Alterações genéticas, principalmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

Atenção: a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher necessariamente terá a doença. O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença. (tiraria o apenas, pois 5% a 10% de mais de 66 mil casos/ano é um número alto).

É importante saber que não ter amamentado não é fator de risco para câncer de mama. Amamentar o máximo de tempo possível é um fator de proteção para o câncer. Então, o não aleitamento promove a perda de um fator de proteção, o que é diferente de significar fator de risco.

Prevenção

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

  • Praticar atividade física.
  • Alimentar-se de forma saudável.
  • Manter o peso corporal adequado.
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Amamentar.
  • Evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

Faça o autoexame

O autoexame pode auxiliar na descoberta do câncer de mama. Ele é feito com a palpação mensal das mamas no 7º ou no 8º dia após o início da menstruação. Acompanhe o passo-a-passo:

  1. De frente para o espelho, ponha as mãos na cintura e veja o formato e o tamanho das mamas. Repita com as mãos para o alto.
  2. Pressione suavemente os mamilos e observe a presença de secreções ou lesões.
  3. Percorra todas as áreas, fazendo movimentos circulares de fora para dentro.  Depois, repita na axila.
  4. Deitada, repita os movimentos circulares para examinar ambas as mamas.

Atenção: o autoexame não substitui a necessidade da consulta médica.

Diagnóstico

Os principais exames para o diagnóstico do câncer de mama são:

  • Exame físico:  feito através da palpação da mama para identificar nódulos e outras alterações na mama da mulher.
  • Mamografia (raio-x das mamas):  é o mais indicado para detectar precocemente a presença de nódulos, por ser capaz de mostrar lesões muito pequenas (de milímetros). Veja se é possível dizer que o exame é disponível no SUS (talvez colocar o link do Min. Saúde)
  • Ressonância Magnética:  utilizado principalmente para identificar o tamanho do câncer e a existência de outros locais que possam estar afetados, em casos de imagem duvidosa.
  • Biópsia:  feita no laboratório com amostras retiradas diretamente das lesões da mama, permitindo observar se existem células tumorais. O material retirado é analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.
  • Ultrassonografia:  pode ajudar na mamografia especialmente em mamas de mulheres jovens.

Tratamento

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Há hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença e diversas terapêuticas estão disponíveis.

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

O tratamento varia de acordo com o estadiamento da doença, as características biológicas do tumor e as condições da paciente (idade, se já passou ou não pela menopausa, doenças preexistentes e preferências).

(Vamos usar como prática sempre explicar o que é estadiamento quando mencionado. Pois as pessoas nem sempre leram quando se falou sobre isso em outros tipos de câncer)

As formas mais indicadas para o tratamento são:

  • Quimioterapia
  • Radioterapia
  • Hormonioterapia
  • Terapia alvo-dirigida
  • Cirurgia parcial, total ou radical (remoção do tumor, também conhecida como mastectomia)

Reabilitação

Nos casos de tratamentos mais invasivos, como a cirurgia (mastectomia), a mobilidade do braço e da região do ombro pode ser reduzida em função da dor e da perda de força muscular. Também pode se sentir peso nos braços, formigamento, queimação ou dormência. 

Esses sintomas são contornados e melhorados com exercícios planejados por um fisioterapeuta e realizados até pela própria paciente.

  • Drenagem linfática manual
  • Exercícios respiratórios
  • Exercícios de alongamento global e fortalecimento muscular
  • Movimentos e atividades funcionais
  • Reeducação postural (RPG)
  • Processos analgésicos como técnicas de relaxamento muscular

Fontes de consulta

Felix, nesse link tem boas informaçõeshttps://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-02/oms-cancer-de-mama-supera-o-de-pulmao-e-se-torna-o-mais-comum

INCA

– https://www.inca.gov.br

Atualizado em 08/2020
Pesquisado em 16/02/2021

ICESP

http://www.icesp.org.br

Atualizado em 07/2020
Pesquisado em 16/02/2021