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Colesterol

Doenças Crônicas

O que é?

O colesterol é um tipo de gordura que faz parte da estrutura das células do cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Ele é essencial para o funcionamento destas células. É importante para a formação de hormônios de vitamina D e até ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras da alimentação.

Considerado como uma das principais causas das doenças coronárias (do coração), o colesterol alto acomete cerca de 40% dos brasileiros. Entre os jovens, de 12 a 17 anos, a taxa é de 20%.

Para circular pelo corpo, o colesterol se associa às proteínas, dando origem às lipoproteínas. Existem dois tipos de lipoproteínas, as de alta densidade conhecidas como HDL (do inglês, high density lipoprotein) e as de baixa densidade chamadas de LDL (do inglês, low density lipoprotein).

Conheça dos dois tipos de lipoproteínas:

  • HDL (colesterol bom): faz bem para o coração. Carrega o colesterol das suas artérias para o seu fígado.
  • LDL (colesterol ruim): prejudica o coração. Carrega o colesterol do fígado para os tecidos e pode se acumular nas artérias. Pode causar infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Um dos mitos mais ultrapassados é acreditar que o colesterol é problema apenas de quem sofre de obesidade. Pessoas magras também podem apresentar descontrole nos níveis de gordura no sangue e estar no grupo de risco de infarto e AVC.

Importante: o colesterol elevado, na maioria dos casos, não dá sinais nem qualquer tipo de sintomas. Por isso, é essencial fazer os exames periódicos e acompanhamento médico, além de adotar hábitos que incluem a alimentação saudável e adequada e a prática de atividades físicas regularmente.

Controle & Prevenção

O estilo de vida é muito importante na redução do risco de infarto e AVC causado pelos índices de colesterol elevado no organismo. Evitar o sedentarismo, comer alimentos com gordura saturada e fumar são medidas importantes a serem seguidas para manter o controle dos níveis saudáveis.

O colesterol está presente apenas nos alimentos de origem animal, que são ricos em gorduras do tipo saturada. Alimentos de origem vegetal não contêm colesterol.

Cerca de 70% do colesterol é produzido pelo próprio organismo, no fígado. Os demais 30% vêm da dieta e, por isso, é tão importante manter uma alimentação equilibrada.

É importante observar que:

  • Os alimentos que contêm gordura boa para o bom funcionamento do corpo são: azeite de oliva, óleo de canola, abacate, nozes, linhaça, sardinha e salmão.
  • Os alimentos que mais aumentam as taxas de gordura ruim no organismo são: a gema dos ovos, queijos amarelos, maionese, bacon, pele da carne das aves, manteiga, creme de leite, nata, frituras, embutidos e as carnes vermelhas.

Níveis saudáveis

A nova Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, recomenda:

  • Colesterol total: menor que 190 mg/dl.
  • Colesterol HDL (bom): maior que 40 mg/dl.
  • Colesterol LDL (ruim):
    menor que 130 mg/dl: em pessoas com risco cardiovascular baixo.
    menor que 100 mg/dl: em pessoas com risco cardiovascular intermediário.
    menor que 70 mg/dl: em pessoas com risco cardiovascular alto.
    menor que 50 mg/dl: em pessoas com risco cardiovascular muito alto.

*Valores de referência do perfil lipídico para adultos maiores de 20 anos.

Diagnóstico

O diagnóstico para risco cardiovascular é feito pelo médico, que irá avaliar valores de colesterol e frações, fatores genéticos, a história familiar e todos os fatores de risco associados para diagnosticar e definir a conduta.

Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 2017, mostrava que 67% das pessoas desconheciam os valores dos níveis de colesterol do próprio organismo.

Outras causas

O consumo de gordura saturada é a principal causa do colesterol elevado. No entanto, outros fatores podem influenciar nos níveis de colesterol no sangue como:

  • Cigarro
  • Bebidas alcóolicas
  • Idade
  • Diabetes
  • Etnia
  • Condições hereditárias (Hipercolesterolemia Familiar)

Possíveis complicações

O colesterol alto é um fator de risco para doenças cardiovasculares. O LDL elevado pode acarretar a aterosclerose, um acúmulo de gordura nas paredes das artérias do coração e do cérebro bloqueando a passagem do sangue em porcentagens variáveis. Com isso, forma-se o ateroma, uma espécie de saliência nas artérias.

Uma outra doença, um pouco diferente e com nome parecido, é a arteriosclerose, que se caracteriza pelos depósitos de gordura e cálcio ao longo de toda a extensão de uma artéria, deixando-a endurecida. Ambas são doenças progressivas e silenciosas e provocadas pelo acúmulo de colesterol LDL em placas ou ao longo das artérias.

O paciente não sente o colesterol elevado, mas se não for tratado corretamente, poderá ter as complicações causadas pelas obstruções dessas artérias: angina do peito, infarto do miocárdio, AVC, aneurismas, entre outras.

Tratamento

O tratamento do colesterol deve ser preventivo e para a vida toda. O objetivo é reduzir o risco cardiovascular. Não adianta tratar por um período e depois abandonar o tratamento, pensando em cura.

Na verdade, não se busca uma cura e sim um controle que pode ser feito por medidas de estilo de vida ou medicamentos. A medicação para controle do colesterol deve ser combinada com mudança no estilo de vida. Uma dieta variada, com pouca gordura de origem animal e exercícios físicos regulares são fundamentais.

As estatinas são as medicações mais importantes no controle do colesterol. O tratamento adequado reduz a mortalidade. A cada 40mg/dL de colesterol LDL reduzido, a mortalidade por infarto se reduz em 20%. Portanto, quanto mais alto o colesterol, mais importante é o tratamento.

Fontes de consulta

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA

– https://www.endocrino.org.br

Pesquisado em 25/02/2021

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA

https://www.portal.cardiol.br

Atualizada em 08/2020
Pesquisado em 25/02/2021