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Doença das Válvulas

Doenças Cardiovasculares

O que é?

É o nome dado a qualquer mau funcionamento ou anormalidade de uma ou mais das quatro válvulas do coração, afetando o fluxo de sangue através do coração.

As válvulas regulam o fluxo do sangue no coração, fazendo com que, ao ser bombeado, siga pelos vasos ou camadas corretas do coração, evitando que ele flua no sentido oposto.

Uma em cada oito pessoas com mais de 75 anos sofre de valvopatia moderada a grave em todo o mundo.

Em 2018, o Brasil registrou cerca de 150 mil novos casos de doenças das válvulas, mas a tendência é a de que esse número aumente anualmente, uma vez que um dos principais fatores de risco é o envelhecimento.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa é a de que a quantidade de brasileiros com 60 anos ou mais deve saltar dos 28 milhões registrados em 2018, alcançando 41 milhões em 2030.   

As quatro válvulas do coração são:

Lado esquerdo:

  • Válvula Mitral.
  • Válvula Aórtica.

Lado direito:

  • Válvula Tricúspide.
  • Válvula Pulmonar.

Atenção: a gravidade da doença das válvulas cardíacas, combinada com o fato de que os sintomas, geralmente, são difíceis de detectar ou descartados como uma parte normal do envelhecimento, pode muitas vezes resultar em consequências problemáticas ou perigosas.

Vamos conhecer em detalhes, o problema mais recorrente entre todos os tipos de doenças das válvulas existentes.

Estenose Aórtica

O que é?

A estenose aórtica é o problema mais comum das válvulas do coração afetando 0,2% da população mundial entre 50 e 59 anos de idade. Idosos entre 60 e 69 anos de idade representam 1,3%, entre 70 e 79 anos (4%) e, na faixa etária de 80 a 89 anos de idade, correspondem a 10% dos pacientes.

O estreitamento da abertura da válvula aórtica limita a quantidade de fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para a aorta. Tal fato está geralmente relacionado à degeneração pela idade e é caracterizado pela calcificação (acúmulo de cálcio) nos folhetos das válvulas.

Com isso, eles perdem flexibilidade e o movimento de abertura e fechamento é prejudicado, obstruindo o fluxo de do sangue rico em oxigênio para o corpo. As manifestações clínicas de estenose aórtica são: angina, tonteira ou síncope, insuficiência cardíaca. Sem tratamento, metade dos pacientes com estenose aórtica severa morre dentro de dois anos.

Outros tipos conhecidos de doenças das válvulas são:

  • Regurgitação aórtica
  • Regurgitação mitral
  • Estenose mitral
  • Prolapso da válvula mitral
  • Regurgitação pulmonar
  • Estenose pulmonar
  • Regurgitação tricúspide
  • Estenose tricúspide

Sintomas

Os sintomas da doença são precedidos por um longo período assintomático, caracterizado por baixa morbi-mortalidade (incidência de morte súbita inferior a 1% ao ano), sendo facilmente confundidos com os ligados ao processo natural de envelhecimento:

  • Dor no peito
  • Fadiga
  • Falta de ar
  • Dificuldade para se exercitar
  • Desmaio

Fatores de Risco

Alguns fatores de risco para a estenose aórtica são:

  • Idade
  • Deformação da válvula aórtica (nascimento)
  • Febre reumática
  • Doença renal crônica

Diagnóstico

A estenose aórtica é uma condição tratável, quando diagnosticada precocemente. Com a ajuda de um estetoscópio, o médico é capaz de identificar a estenose por um sopro característico no coração, que geralmente é o primeiro indício de um problema nas válvulas.

O diagnóstico também é feito, quando o indivíduo chega ao profissional de saúde com um sintoma identificado.

Para confirmar o diagnóstico, devem ser realizados exames mais detalhados:

  • Eletrocardiograma
  • Ecocardiograma
  • Radiografias do tórax
  • Ressonância magnética
  • Cateterismo

Tratamento

Para corrigir o problema, pode ser necessária a substituição da válvula. Cada caso deve ser avaliado por um time multidisciplinar (cirurgiões, cardiologistas intervencionistas, enfermeiros) para que o tratamento mais indicado seja escolhido. Há dois métodos disponíveis: o implante transcateter de valva aórtica (TAVI) e a substituição cirúrgica da válvula aórtica (SAVR).

Para realizar o SAVR (método tradicional), é preciso abrir o peito do paciente para remover e substituir a válvula por uma artificial. O procedimento dura algumas horas e tem sido usado desde os anos 1960. Porém, com a idade e outros fatores de risco, ele não é recomendável para 30% dos casos. Os pacientes ficam entre 2 e 3 semanas no hospital e a recuperação total pode levar até 6 meses.

O TAVI é um método menos invasivo, usado em pacientes inoperáveis ou com risco médio ou alto para uma cirurgia, não sendo necessário abrir o peito e nem parar o coração e os pulmões. A válvula artificial é comprimida firmemente para passar pelo cateter, através de uma pequena incisão na virilha até o coração. A técnica reduz o tempo de internação, de recuperação e o risco operatório, mas ainda não está incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fontes de consulta

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIAhttps://www.portal.cardiol.br

Atualizado em 08/2020
Pesquisado em 04/03/2021

GLOBAL HEART HUB

Global Heart Hub

Pesquisado em15/03/2021