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Fibrilação Atrial

Doenças Cardiovasculares

O que é?

É uma arritmia bastante comum que provoca batimentos cardíacos mais rápidos e irregulares que atinge 2,5% da população mundial, o equivalente a 175 milhões de pessoas. É a segunda maior causa de mortes em tudo mundo.

Na América Latina, estima-se que 2,5 milhões de pessoas tenham fibrilação atrial (FA). Esse número deve aumentar 27% até 2030.

Ocorre quando as câmaras superiores do coração (átrios) não se contraem em um ritmo sincronizado e fibrilam. Além da sensação de batidas descompassadas, provoca fraqueza e cansaço, já que o sangue não é bombeado de maneira eficiente.

A fibrilação atrial pode ser paroxística, que dura alguns minutos ou dias, e normaliza naturalmente; persistente, quando não para espontaneamente; e permanente, que se mantém em todos os momentos e que apresenta um grau de tolerância aceitável pelo médico e pelo paciente após avaliação e acompanhamento.

É uma condição mais frequente em idosos na faixa dos 75 a 80 anos e pessoas com cardiopatias. Pode acarretar complicações graves como AVC e insuficiência cardíaca. A estimativa é que de 5 a 10 % dos brasileiros terão esse tipo de arritmia.

Acidente Vascular Cerebral relacionado à Fibrilação Atrial

O caminho para o AVC inicia-se no momento em que os átrios perdem a capacidade de contrair de forma ritmada e começam a fibrilar (contrações desordenadas do músculo cardíaco), deixando de enviar de forma regular sangue para o ventrículo. Assim, o sangue, ao ficar estagnado e pode criar grandes coágulos.

São estes coágulos que acabam por se soltar, entram na circulação sanguínea e bloqueiam grandes artérias do cérebro, provocando o Acidente Vascular Cerebral. Em muitos casos, pessoas que sofrem um AVC decorrente da Fibrilação Atrial ficam incapacitadas.

A Fibrilação Atrial acontece em duas fases. Na primeira, a doença é silenciosa, na segunda, apresenta sintomas irregulares. Nestas etapas, a dificuldade dos médicos é poder identificar os indícios e avançar com tratamentos para controlar os riscos. Mas, se for identificado e tratado correta e previamente, o AVC é altamente evitável.

Sintomas

Os batimentos irregulares do coração comprometem o bombeamento do sangue para o corpo. Esse quadro pode provocar sintomas como:

  • Palpitações no peito
  • Fraqueza
  • Fadiga
  • Vertigens
  • Falta de ar
  • Dor no peito
  • Desmaio

Fatores de Risco

Para impedir o surgimento da doença, alguns fatores de risco podem ser controlados, como colesterol alto, hipertensão, doença cardíaca, abuso de álcool, sedentarismo, obesidade, tabagismo e excesso de cafeína.

Idade avançada, histórico familiar e distúrbios cardíacos de nascença também influenciam no risco de desenvolvimento da fibrilação atrial.

Prevenção

A prevenção da fibrilação atrial exige mudanças de estilo de vida, que incluam hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, rica em vegetais, frutas e fibras e com baixo consumo de gordura saturada, exercícios físicos regulares, evitar fumar, controlar o peso, limitar o consumo de cafeína e álcool e reduzir o estresse.

Diagnóstico

O diagnóstico da Fibrilação Atrial, antes da ocorrência da primeira complicação, é peça fundamental para prevenção de AVC. Pacientes acima de 65 anos devem realizar a palpação regular do pulso, a fim de aumentar a chance de detecção da arritmia, muitas vezes “silenciosa”.

Tratamento

O tratamento pode ter três objetivos diferentes: reverter a fibrilação, controlar a frequência cardíaca e impedir a formação de coágulos dentro dos átrios. Em alguns casos, há necessidade de tratamento de emergência, com choques elétricos ou medicamentos, para restabelecer o ritmo cardíaco normal.

Os procedimentos mais comuns são a cardioversão, realizada com um aparelho que provoca choques, parecido com o que é feito em alguns casos de parada cardíaca; drogas anticoagulantes, para impedir a formação de coágulos sanguíneos; ablação cirúrgica, para criar lesões que bloqueiem os circuitos elétricos anormais que causam a fibrilação atrial; e medicamentos diários para normalizar os batimentos e impedir que a fibrilação volte.

Fontes de consulta

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ARRITMIAS CARDÍACAShttps://www.sobrac.org

Atualizado em 11/2019
Pesquisado em 04/03/2021