compartilhar

< Voltar

Infarto Agudo do Miocardio

Doenças Cardiovasculares

O que é?

Mais conhecido como ataque cardíaco, acontece quando o fluxo do sangue para o coração é interrompido e o coração não recebe sangue e oxigênio suficientes para se manter em atividade.

Com isso, o músculo cardíaco morre ou é danificado. Pacientes diabéticos, com doenças crônicas, hipertensão arterial, obesos, que sofrem de estresse e depressão, assim como quem tem arritmia cardíaca ou já manifestou outro tipo de doença cardíaca, representam o grupo de maior risco para o infarto.

Não são todas as pessoas que sofrem um infarto que chegam ao óbito. Para aumentar as chances de sobrevivência, é indispensável o atendimento médico com rapidez.

A principal causa do infarto é a aterosclerose, doença em que placas de gordura se acumulam no interior das artérias coronárias, chegando a obstrui-las. Na maioria dos casos o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando à formação do coágulo e interrupção do fluxo sanguíneo.

O infarto está entre as principais causas de morte no Brasil. São mais de 1100 mortes por dia no país, cerca de 46 por hora, 1 morte a cada 1,5 minutos (90 segundos) de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Sintomas

Dor no peito ou desconforto na região peitoral são os principais sintomas do infarto, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, o braço direito. De forma geral, esses sinais costumam ser acompanhados de suor frio, palidez, falta de ar, sensação de desmaio.

Esses sinais duram aproximadamente 20 minutos e podem ir e voltar. Pacientes diabéticos geralmente não apresentam sintomas, mas também podem ser acometidos pela doença.

Na mulher, os sintomas podem ser diferentes: respiração curta, dor na mandíbula, náusea, dor de estômago e sensação de desconforto no peito. Em idosos, o principal sintoma pode ser a falta de ar. Mesmo o infarto sendo mais predominante entre os homens, a probabilidade de a mulher morrer de infarto é 50% maior em relação ao gênero masculino e isso se deve pelo fato de que o infarto sem dor é mais comum entre a parcela feminina.

Nos Estados Unidos, 14,6% das mulheres que tiveram infarto morreram, enquanto entre os homens, a porcentagem foi de 10,3%. Outro dado é o de que, atualmente, 30% dos casos de infarto acontecem em mulheres.

Importante: O infarto é considerado uma emergência médica. Ao sentir os sintomas, ligue imediatamente para o 192, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). As duas primeiras horas são decisivas para o risco de morte.

Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito apresentado por esses pacientes.

Fatores de Risco

Cada vez mais pessoas jovens sofrem infarto e isso tem relação exclusivamente com os fatores de risco. Muitas pessoas ignoram os cuidados que devem ser tomados com o coração.

Confira abaixo quais os principais fatores que levam a pessoa ao infarto:

  • Tabagismo
  • Hipertensão
  • Colesterol alto
  • Diabetes
  • Histórico familiar de infarto
  • Obesidade
  • Estresse
  • Uso de entorpecentes

Atenção: Os primeiros socorros são fundamentais para a vida de quem é vítima de um infarto. Neste momento, é importante manter a calma e seguir as orientações do Corpo de Bombeiros para a massagem cardíaca.

Prevenção

A prevenção do infarto está na atenção com hábitos saudáveis, além de fazer acompanhamento médico e exames preventivos de rotina.

Dentre as dicas para o dia a dia, a alimentação saudável e atividade física devem estar presentes sempre.

Nutrição

Uma dieta balanceada é indispensável para os cuidados com o coração. Alguns alimentos apresentam vitaminas e proteínas que fazem bem ao órgão e melhoram a qualidade de vida, como soja, lentilha, tomate, feijão, peixe, banana e castanha

O ideal é procurar um profissional para indicar uma dieta saudável, incluindo estes alimentos nas refeições do dia a dia.

Atividades físicas

Manter o corpo em movimento é essencial para a saúde do coração. O indicado é que seja realizado pelo menos 30 minutos de atividade física diária.

Você pode escolher entre caminhar, correr, andar de bicicleta, dançar, ou manter uma rotina de academia. O importante é não deixar de fazer atividades.

A recomendação é que você receba orientações de um profissional sobre qual exercício é mais indicado para sua resistência.

Tratamento

O tratamento vai depender da gravidade do infarto. Após o ocorrido, os médicos vão agir para diminuir a lesão e evitar que o doente apresente complicações. Em geral, o atendimento é feito no pronto-socorro e as primeiras ações da equipe médica são:

Conectar um monitor cardíaco ao paciente, para verificar a frequência dos batimentos cardíacos

Oferecer oxigênio ao paciente, para que o coração não faça muito esforço após o infarto.

Para diminuir as dores no peito, a pessoa receberá medicamentos que ajudam na redução deste sintoma.

Dependendo da gravidade do infarto, o paciente passa pela angioplastia ou cirurgia de revascularização do miocárdio, que tem como objetivo direcionar as artérias a restaurar o fluxo do coração.

Depois deste atendimento, deverá fazer uso de medicamentos que evitam um novo infarto. A medicação é indicada de acordo com cada caso e receitada pelo médico.

Doenças Associadas

Hipertensão, colesterol elevado e diabetes são grandes fatores de risco para o infarto. Por isso, não devem ser olhados isoladamente, mas como partes de uma doença muito maior e irreversível. Além disso, depois de um infarto agudo do miocárdio, o paciente pode desenvolver a arritmia cardíaca ou parada cardiorrespiratória. Saiba mais sobre elas:

Arritmia cardíaca: é uma alteração no batimento do coração. Se ele bater muito rápido, é chamado de taquicardia. Se for muito lento, é bradicardia. Geralmente, as arritmias ocorrem após as primeiras 24 horas do infarto. Com isso, é ideal que depois do ataque cardíaco o paciente fique 72 horas sob os cuidados médicos.

Parada cardiorrespiratória: o coração deixa de funcionar e é necessário que façam uma massagem cardíaca para que volte a bater.

A prevenção do infarto está na atenção com hábitos saudáveis, além de fazer acompanhamento médico e exames preventivos de rotina.

Dentre as dicas para o dia a dia, a alimentação saudável e atividade física devem estar presentes sempre.

Nutrição

Uma dieta balanceada é indispensável para os cuidados com o coração. Alguns alimentos apresentam vitaminas e proteínas que fazem bem ao órgão e melhoram a qualidade de vida, como soja, lentilha, tomate, feijão, peixe, banana e castanha

O ideal é procurar um profissional para indicar uma dieta saudável, incluindo estes alimentos nas refeições do dia a dia.

Atividades físicas

Manter o corpo em movimento é essencial para a saúde do coração. O indicado é que seja realizado pelo menos 30 minutos de atividade física diária.

Você pode escolher entre caminhar, correr, andar de bicicleta, dançar, ou manter uma rotina de academia. O importante é não deixar de fazer atividades.

A recomendação é que você receba orientações de um profissional sobre qual exercício é mais indicado para sua resistência.

Diagnóstico

Para diagnosticar o infarto, o serviço de saúde usa os sintomas apresentados pelo paciente, além dos fatores de risco de cada caso, e avalia os resultados de exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e angiografia coronariana.

Perguntas frequentes

Pessoas com problemas de coração devem se atentar a fortes emoções?
Sim, pois a adrenalina pode acelerar demais o coração e levar a pessoa a um infarto.

Pessoas magras sofrem infartos?
Sim. A pessoa pode não ser obesa, mas se não mantiver hábitos saudáveis, fumar ou sofrer de hipertensão pode ter aumentada a possiblidade de infarto.

Jovens sofrem infartos?
Sim. Aumenta a cada ano o número de pessoas com 20 a 40 anos de idade infartando. Isso se dá por conta do aumento dos fatores de risco, como vício em drogas, estresse e tabagismo.

Infarto sempre é fatal?
Não. Nem todas as pessoas que sofrem um infarto chegam a óbito. O socorro rápido é essencial para salvar vidas. Mas o quadro clínico de cada paciente é variável e por isso, alguns resistem outros, infelizmente não.

A dor no peito é o principal sintoma do infarto?
Geralmente é o sintoma mais forte que o paciente sente. Se a pessoa sentir dores fortes e fizer parte do grupo de risco, é importante procurar o serviço de saúde com urgência. Em mulheres, no entanto, os sintomas são menos dramáticos: desconforto no peito, enjoo, falta de ar, dores no pescoço e na mandíbula.

Beber água e tossir diminui a dor do infarto enquanto estou a caminho do hospital?
Não. A dica neste momento é manter a calma e seguir rapidamente para um hospital ou chamar o serviço de atendimento de urgências, pois eles poderão dar os primeiros socorros da forma adequada.

Tive infarto, terei sequelas?
Nem todas as pessoas infartadas ficam com alguma sequela. Esse diagnóstico depende de diversos fatores, entre eles o socorro rápido e o histórico de saúde do paciente.

Posso ter vida normal após o infarto?
Se o paciente não ficar com sequelas, ele poderá manter sua rotina de trabalho e vida social, porém, com alguns cuidados extras para que não corra o risco de sofrer um novo infarto. Pessoas infartadas devem rever seu dia a dia e incluir atividade física, alimentação saudável e jamais fumar.

Fontes de consulta

MINISTÉRIO DA SAÚDEhttps://bvsms.saude.gov.br

Atualizado em 08/2018
Pesquisado em 09/03/2021