compartilhar

< Voltar

Síndrome do Pânico

Saúde Emocional

O que é?

A Síndrome do Pânico é um estado de ansiedade agudo acompanhado de medo e desespero. Qualquer pessoa que já passou por essa experiência diz que é marcante.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), esse tipo de transtorno atinge de 2% a 4% da população brasileira. Não é muito clara as causas dessa síndrome, podendo ser desencadeada por situações extremas de estresse, experiências traumáticas na infância ou na fase adulta. Pessoas cujos pais sofrem de Síndrome do Pânico estão mais propensas a passar por isso.

A região central do cérebro é responsável pelo controle das emoções e da liberação da adrenalina, hormônio de alerta. As crises de pânico acontecem quando esse “alerta” cerebral dispara sem que haja um perigo real acontecendo.

Sintomas

O ataque de pânico desencadeia sintomas físicos e emocionais, sendo que os sintomas físicos se assemelham a um ataque cardíaco, por isso que muitas pessoas acham que vão morrer.

Em relação aos sintomas físicos a pessoa pode sentir: palpitações, dor torácica, suor, aumento da pressão arterial, aumento da frequência respiratória, tontura, dormência e/ou formigamento nos membros, náuseas e vômitos e tremores.
Já os sintomas emocionais correspondem a: medo súbito e de alta intensidade, sensação de morte iminente e sentimento de não pertencimento, de estar fora.

Tratamento

Ao sentir os primeiros sintomas, o paciente deve procurar um psiquiatra que vai prescrever medicamentos antidepressivos e ansiolíticos. O tratamento será acompanhado por esse profissional que, também, vai determinar a duração levando em consideração a intensidade do transtorno.

A psicoterapia deve caminhar lado a lado com as medicações, pois, por ser uma doença para o qual não há cura definitiva, o paciente precisará aprender a lidar com os sentimentos que desencadeiam essas sensações.

Importante

O diagnóstico da síndrome do pânico pode demorar a acontecer, já que os sintomas se confundem com os sintomas de um infarto.

É muito importante não confundir a ansiedade normal da crise de pânico. O primeiro caso é fundamental para enfrentar desafios que põem a sobrevivência em risco, já o segundo caso é patológico e desencadeia sofrimento. Em muitos casos desestabiliza a vida e a rotina do paciente.

Ao sentir os sintomas de uma crise, não se automedique. Isso pode ocasionar diversos problemas a saúde e piorar, ainda mais, o quadro. Procure ajuda especializada e comece, o quanto antes, o tratamento adequado.

Fonte de consulta
Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde
Instituto de Psiquiatria Paulista