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Transtornos Alimentares

Saúde Emocional

O que é?

Os transtornos alimentares são cada vez mais comuns. Tanto é a gravidade desse problema que a Academy for Eating Disorder instituiu o dia 2 de junho como uma data mundial de conscientização para esse transtorno.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) os transtornos alimentares são um conjunto de doenças psiquiátricas de origem genética, hereditária, psicológica e social. Caracteriza-se por uma desordem no ato de se alimentar.

No Brasil, cerca de 4,7 da população sobre de compulsão alimentar, de acordo com dados da OMS. Esse número é quase duas vezes maior do que a média mundial. No país há maior incidência em jovens mulheres de 14 a 18 anos.

Há alguns tipos de transtornos alimentares, sendo as mais comuns:

  • Anorexia Nervosa: rejeição alimentar por completo. Começa com uma dieta e se agrava até o paciente ter medo da comida e de engordar. Na Anorexia Nervosa Restritiva, a pessoa se limita a uma baixa ingestão de calorias e a prática exagerada de exercícios físicos. Já na Anorexia Nervosa Purgativa, o indivíduo utiliza outros métodos para perder calorias como: uso de laxantes e indução ao vômito;
  • Bulimia Nervosa: ingestão exagerada de comida de forma rápida e em curto espaço de tempo. Essa compulsão vem com um sentimento de perda de controle e de culpa. Geralmente seguem de comportamentos compensatórios que são frequentemente empregados para o controle de peso. Há um medo exagerado de engordar, por isso, as pessoas induzem o vômito, tomam laxantes e diuréticos;
  • Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP): a TCAP traz o mesmo mecanismo e os mesmos sentimentos da Bulimia Nervosa, porém, a diferença está no modo como se come. Além da pessoa comer de forma rápida e em um curto espaço de tempo, o indivíduo come sem fome, come até ficar cheio e come escondido, geralmente, sozinho;
  • Vigorexia: é conhecida, também, como “Anorexia Reversa” e caracteriza-se pela preocupação excessiva em ganhar massa muscular. Para isso o indivíduo toma muitos suplementos e há distorção do próprio corpo;
  • Drunkorexia: caracteriza-se pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas como uma forma de camuflar a sensação de fome;
  • Ortorexia: nesse caso há uma preocupação exagerada com alimentação saudável. O paciente tem medo de adoecer por isso só come comidas feitas por ele;
  • Síndrome alimentar noturna: trata-se de uma compulsão alimentar que acomete a pessoa durante a noite. É uma síndrome pouco conhecida que apresenta um descontrole da Melatonina.

Sintomas

Os transtornos alimentares nada mais são do que a pessoa utilizar da comida para expressar sentimentos que, em muitos casos, ela nem saiba que existe. O comportamento compulsivo e o de recusa por alimentos é silencioso, portanto, a família tem que estar atenta.

Qualquer alteração no humor e ao identificar isolamento social, os familiares devem prestar atenção e, o quanto antes, encaminhar o paciente para um tratamento que envolverá psicólogo, nutricionistas e psiquiatras.

Tratamento

O tratamento multidisciplinar é de grande importância para que o paciente consiga enxergar o seu corpo como realmente é. A terapia com um psicólogo e as consultas com um nutricionista vão auxiliar na manutenção do peso, bem como, aos poucos, o indivíduo começará a ter um novo estilo de vida, onde a comida não será mais o foco.

Os transtornos alimentares devem ter um acompanhamento médico personalizado, tratados respeitando a singularidade de cada pessoa. O tratamento visa a consciência corporal e o autorreconhecimento.

Importante

Cuidado com as dietas muito restritivas e feitas sem acompanhamento médico. Elas permitem que o corpo fique deficiente de importantes nutrientes que a longo tempo podem ocasionar em transtornos alimentares. Para cuidar do corpo e seguir uma alimentação saudável com precaução e responsabilidade, consulte um profissional. Um nutricionista irá elaborar um cardápio levando em consideração a sua rotina e o seu organismo.

Fonte de consulta
Site PEBMED
Site Psicologia Viva