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Trombose venosa profunda e embolia pulmonar

Doenças Cardiovasculares

As tromboses são causadas por coágulos que se formam no interior dos vasos sanguíneos, sejam veias ou artérias. Na maioria dos casos, esses coágulos se formam nos membros inferiores, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo.

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma forma comum da trombose. Se localizada nas pernas, essa condição não oferece risco de morte. Porém, se um coágulo se desprender, migrar pela corrente sanguínea e se alojar nos vasos sanguíneos do pulmão ocorre a embolia pulmonar, que pode ser fatal. Isso porque o coágulo bloqueia total ou parcialmente a artéria pulmonar, obstruindo o fluxo de sangue nos pulmões.

Tanto a Trombose Venosa Profunda como a embolia pulmonar podem ser prevenidas e são tratáveis. No entanto, ainda são responsáveis por alto índice de mortalidade em pacientes hospitalizados. Por isso, é importante conhecer as condições que trazem maior risco para que possam ser revertidas ou amenizadas.

– Fatores de risco

Os principais fatores que aumentam os riscos para TVP são adquiridos e estão relacionados a imobilização prolongada ou mobilidade reduzida, uso de anticoncepcionais, realização de cirurgias, internações e fraturas. Mas há também fatores hereditários.

Confira as condições que mais aumentam as probabilidades para tromboembolismo:

– Idade avançada;

– Uso de medicações, como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamentos hormonais;

– Obesidade;

– Presença de varizes nas pernas;

– Gravidez e pós-parto;

– Tabagismo;

– Câncer;

– Traumatismos e fraturas ósseas, principalmente nos membros e extremidades inferiores;

– Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas;

– Doenças agudas, como infarto do miocárdio, e infecções, como pneumonia.

Dados

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular aponta uma estimativa de 60 casos de TVP para cada 100.000 habitantes ao ano, entre a população geral.

A Trombose Venosa Profunda é mais comum a partir dos 40 anos de idade, com aumento exponencial conforme a idade, e isso também se aplica ao embolismo pulmonar.

Sintomas

Em muitos casos, a Trombose Venosa Profunda é assintomática. Quando se manifestam, os sintomas mais comuns são dor, edema (inchaço) unilateral, vermelhidão na pele, cianose (coloração azul arroxeada), veias visivelmente dilatadas, aumento da temperatura local, rigidez da panturrilha e dor à palpação. É importante procurar assistência médica na presença desses sintomas, para evitar complicações.

Os sintomas da embolia pulmonar exigem atendimento imediatamente, e incluem dor no peito, falta de ar, tosse repentina (com possibilidade de expectorar sangue), sudorese e tontura.

Diagnóstico

O primeiro passo para diagnóstico do tromboembolismo venoso é a análise da probabilidade pré-teste, que verifica se o paciente possui riscos aumentados e irá nortear a conduta médica.

Como o diagnóstico clínico é mais difícil, principalmente na ausência de sintomas, o exame mais recomendado é a ultrassonografia com Doppler.

Outros exames complementares podem ser associados, como o teste sanguíneo D-dímero, venografia, tomografia e ressonância magnética.

Diante da suspeita de embolia pulmonar, os exames variam com a probabilidade de risco que o paciente apresenta. Os principais são o teste D-dímero e angiotomografia computadorizada de tórax. Outros exames podem ser realizados para excluir outros diagnósticos, como o raio-x e ultrassonografia, ou que sejam mais adequados às condições clínicas do paciente.

Tratamento

Confirmado o diagnóstico, o tratamento deve começar imediatamente, com os objetivos de impedir o crescimento do coágulo sanguíneo e que ele migre para outras regiões do corpo; além de reduzir as chances de recorrência da trombose.

O tratamento farmacológico inclui anticoagulantes, conhecidos como heparinas, que fazem a diluição do sangue e previnem os coágulos. Eles podem ser aplicados para trombose e embolia pulmonar. Há também os medicamentos trombolíticos, que dissolvem os coágulos já existentes.

Em alguns casos, pode ser necessária cirurgia para inserir um filtro na veia cava inferior, localizada no abdômen, impedindo os coágulos de chegarem aos pulmões.

Meias de compressão também são indicadas como prevenção às tromboses e para reforço do tratamento medicamentoso e cirúrgico, pois aumentam o fluxo do sangue nos membros inferiores.

Prevenção

Pacientes oncológicos, cirúrgicos e hospitalizados, ou que fazem tratamento medicamentoso que eleva o risco de trombose, devem conversar com seu médico sobre as opções farmacológicas para prevenir o desenvolvimento dos coágulos.

As opções mais recomendadas, pelo baixo custo, alta disponibilidade e alta eficácia, são as heparinas injetáveis. Há também a alternativa de anticoagulantes orais, mas cada caso deve ser avaliado individualmente.

De forma geral, as recomendações para prevenir as tromboses incluem a prática de exercícios físicos, manter o peso adequado e uma dieta alimentar saudável, não fumar e movimentar-se ao longo do dia.

Fontes:

Ministério da Saúde https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/trombose-causas-sintomas-diagnostico-tratamento-e-prevencao

Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular https://sbacv.org.br/trombose-venosa-profunda-2/

CDC (Centers for Disease Control and Prevention) – Centros de Controle e Prevenção de Doenças https://www.cdc.gov/ncbddd/dvt/facts.html

(acessos em 10 de agosto de 2021)