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Em outubro de 2021, o Instituto Lado a Lado pela Vida realizou mais uma edição da campanha Mulher por Inteiro

No mês de outubro de 2021, o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realizou mais uma edição da Campanha Mulher por Inteiro, lançada em 2015. A iniciativa promove ações de conscientização e sensibilização sobre os cânceres de mama, ovário, colo do útero e endométrio. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima mais de 95 mil novos casos destes tumores para 2021, sendo os cânceres de mama e de colo de útero os mais prevalentes.

Durante Sessão Solene realizada no Congresso Nacional, que marcou o encerramento da Campanha Outubro Rosa 2021, a presidente do LAL, Marlene Oliveira, enfatizou que “durante a pandemia, mais de um milhão de mulheres deixaram de realizar os exames de detecção precoce, o que nos assusta e preocupa muito. A informação deve circular pelo Brasil o ano todo e não só no Outubro Rosa. Vamos falar mais sobre prevenção, sobre diagnóstico precoce e possibilitar que as mulheres tenham mais acesso. Temos de atuar em rede, dialogar, cobrar e nos comprometer mais. Somos mulheres fortes e de coragem, uma sempre vai puxar a outra para perto”.

Adotar a prática de atividades físicas, como caminhadas, dança, esportes, ou a simples troca do elevador pelas escadas já favorecem a saúde. A alimentação saudável, sem alimentos multi e ultraprocessados, rica em fibras, frutas e leguminosas, é outra medida que traz impactos positivos.

Não fumar evita diversos tipos de cânceres, sendo que as substâncias nocivas afetam a saúde do fumante e de quem está ao redor, mesmo que não fume. Se combinado com o uso de bebidas alcóolicas, os riscos do tabagismo contra a saúde são ainda maiores.

Dados de 2020 divulgados pela Organização Mundial de Saúde apontam o câncer de mama como o mais comum dentre toda população mundial, e o segundo maior causador de mortes. Embora fatores genéticos e hereditários favoreçam o desenvolvimento dessa doença, estima-se que em torno de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados.

O rastreamento do câncer de mama envolve a realização de exames para identificar a existência de lesões em mulheres que ainda não apresentem sintomas deste tumor. Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é que a cada dois anos, mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos façam a mamografia. A Sociedade Brasileira de Mastologia indica o exame com periodicidade anual, a partir dos 40 anos.

Já o câncer de colo de útero pode ser totalmente prevenido por meio da vacinação contra o vírus HPV, relacionado a cerca de 90% dos casos. A vacina quadrivalente é ofertada gratuitamente na rede pública para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Na rede privada, pode ser aplicada em mulheres de 9 anos até 45 anos.

Outra ferramenta importante para o diagnóstico do câncer de colo de útero é o exame Papanicolaou, que detecta alterações celulares percursoras do câncer. Se identificado nesta fase, esse tipo de tumor pode ser evitado.

O câncer de corpo de útero, ou de endométrio, e o câncer de ovário não são diagnosticados com o exame Papanicolaou. O câncer de ovário é o segundo tumor ginecológico mais frequente, o mais agressivo e o mais difícil de ser diagnosticado e, muitas vezes, acaba sendo identificado somente em fases mais avançadas, o que reduz as chances de cura. Já o câncer de endométrio é mais frequente em mulheres na menopausa, e um sinal característico é o sangramento vaginal.

O diagnóstico precoce representa melhores oportunidades de tratamento, muitas vezes proporcionando a completa cura, assim como a prevenção permite uma vida com qualidade por muito mais tempo.

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