FAQ - Perguntas Frequentes

O que são as doenças cardiovasculares?

As doenças cardiovasculares são um conjunto de problemas que atingem o coração e os vasos sanguíneos, provocando doenças e graves complicações à saúde da pessoa, como infarto, insuficiência cardíaca, arritmias, AVC ou outros tipos de alterações na circulação de sangue. A maioria dessas doenças é?resultado de problemas?  crônicos  , que se desenvolvem no decurso de muitos anos.  

Doenças cardiovasculares podem ser evitadas?   

Sim. 80% delas são evitáveis com a manutenção de hábitos saudáveis, como: alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos, consumo consciente de álcool e a não utilização de tabaco e outros substâncias tóxicas. 

 

Pessoas com problemas de coração devem evitar fortes emoções?  

Sim, pois a adrenalina pode acelerar demais o coração e levar a pessoa a um infarto. 

 

Jovens sofrem infartos?  

Sim. Aumenta a cada ano o número de pessoas com 20 a 40 anos de idade infartando. Isso se dá por conta do aumento dos fatores de risco, como vício em drogas, estresse e tabagismo. 

 

Infarto sempre é fatal?  

Não. Nem todas as pessoas que sofrem um infarto chegam a óbito. O socorro rápido é essencial para salvar vidas. Mas o quadro clínico de cada paciente é variável e por isso, alguns resistem outros, infelizmente não. 

 

A dor no peito é o principal sintoma do infarto?  

Geralmente é o sintoma mais forte que o paciente sente. Se a pessoa sentir dores fortes e fizer parte do grupo de risco, é importante procurar o serviço de saúde com urgência. Em mulheres, no entanto, os sintomas são menos dramáticos: desconforto no peito, enjoo, falta de ar, dores no pescoço e na mandíbula. 

 

Posso ter vida normal após o infarto?  

?Se o paciente não ficar com sequelas, ele poderá manter sua rotina de trabalho e vida social, porém, com alguns cuidados extras para que não corra o risco de sofrer um novo infarto. Pessoas infartadas devem rever seu dia a dia e incluir atividade física, alimentação saudável e jamais fumar. 

 

O que a insuficiência cardíaca faz com o paciente?  

A doença prejudica o bombeamento do sangue para os outros órgãos, comprometendo assim o melhor desempenho de todo o organismo. 

 

Tenho insuficiência cardíaca, posso praticar atividade física?  

A recomendação é que o paciente não deixe as atividades físicas de lado, mas que escolha exercícios leves e moderados, como a caminhada.? Cada paciente tem um histórico clínico diferente. Neste caso é essencial que o médico faça as recomendações necessárias sobre a prática das atividades. 

 

A insuficiência cardíaca pode levar o paciente à morte?  

Sim. Tudo depende da gravidade da doença e forma como ela é tratada. Ao ser diagnosticado com insuficiência cardíaca, é preciso cumprir?todas as orientações médicas. 

 

Posso fazer o tratamento da insuficiência cardíaca apenas com medicamentos?  

O tratamento da insuficiência cardíaca é composto por diversas etapas. Além da medicação indicada de acordo com cada paciente, mudanças nos hábitos do dia a dia são fundamentais para o sucesso de tratamento e qualidade de vida do paciente. 

 

Atividade física pode causar arritmia?   

Ao contrário. Colocar o corpo em movimento previne a doença, e para quem sofre de arritmia, a indicação também é fazer exercícios físicos para controlar a doença. 

 

Somente os idosos têm arritmia cardíaca?  

Não. Homens e mulheres de todas as idades correm o risco de desenvolver arritmias cardíacas. 

 

Por que a obesidade é um fator de risco para a doença?  

Com o excesso de peso, o coração precisa trabalhar mais e isso pode causar arritmia. 

 

Qual é a gravidade da arritmia cardíaca?  

A doença pode causar morte súbita quando não diagnosticada e tratada. 

 

O que pode acontecer após um AVC?  

O AVC pode prejudicar diversas partes do organismo. Uma das sequelas comuns é a paralisia completa de um lado do corpo, chamada de hemiplegia, ou a fraqueza de um lado do corpo (hemiparesia).? Boa parte dos afetados apresenta disfunção da deglutição, o que prejudica a ingestão de alimentos. O acidente vascular cerebral também pode causar problemas cognitivos, de aprendizado e atenção. Em alguns casos, podem surgir problemas emocionais como depressão, isolamento, irritabilidade, impaciência e impulsividade. Em 25% dos pacientes, pode ocorrer um novo AVC em cinco anos. 

 

Quanto mais velho, maior o risco de desenvolver um AVC?  

Sim. O AVC torna-se mais comum com o passar dos anos. Com a idade, nossos vasos sanguíneos tornam-se menos elásticos, o que pode levar ao desenvolvimento de hipertensão arterial e, consequentemente, maior risco de AVC. O risco duplica a cada década após 55 anos de idade. Desta forma, com o aumento da expectativa de vida, a prevalência de da doença tenderá a aumentar. 

 

É comum sentir cansaço após um AVC?  

Sim. O corpo está se recuperando dos efeitos da lesão cerebral e a exaustão é um sintoma comum após um AVC. As tarefas do dia a dia podem exigir maior concentração e esforço do que antes. 

 

É possível manter relações sexuais após o AVC?  

Sim. O paciente precisa recuperar a intimidade com a parceira com conhecimento de que algumas partes do corpo não terão sensibilidade. Também é preciso saber que a chance de ocorrer outro AVC durante a relação sexual é muito baixa. 

 

O AVC afeta a memória?  

Infelizmente sim. Quando o lado direito do corpo é afetado pelo AVC, podem surgir dificuldades de memória, como não lembrar nomes. Quando é o lado esquerdo atingido, o paciente tem dificuldades de lembrar o que viveram há poucos instantes. Dependendo da gravidade do acidente, a memória pode voltar de forma parcial ou completamente. 

 

Qual é a causa da Estenose Aórtica?  

A estenose aórtica valvar normalmente surge na velhice. Costumeiramente seu desenvolvimento começa após os 60 anos em homens e mulheres, embora seja mais frequente entre pacientes do sexo masculino. É resultado do acúmulo de cálcio no local. Nesse caso geralmente ela se manifesta apenas após os 70 ou 80 anos. Outra causa comum é sua provocação por uma  febre reumática  contraída na infância. Nesse caso ela associa-se a um problema na válvula mitral. Nos mais jovens, todavia, a causa mais frequente da estenose da valva aórtica é genética. Por vezes o estreitamento da válvula aórtica pode ser assintomático durante toda a infância, mas causará problemas mais tarde. 

 

A Estenose Aórtica apresenta sintomas?  

A doença pode não apresentar qualquer sintoma até atingir um estágio mais avançado. Os sintomas que sinalizam sua ocorrência são:- falta de ar durante os exercícios - sensação de esmagamento, constrição ou pressão no peito  dor no peito  durante os exercícios, mas que passa com o corpo em repouso - desmaios- tonturas- fraquezas- palpitações. Em bebês e crianças a doença pode causar:- cansaço ou fadiga em excesso - problemas respiratórios já a partir do nascimento 

 

Como a Estenose Aórtica é diagnosticada?  

O primeiro passo é o exame clínico. O médico pode sentir o movimento e a vibração do coração do paciente ao tocar o local e perceber alguma anormalidade. O uso do estetoscópio pode auxiliar no diagnóstico. Outros itens que podem indicar o problema na válvula aórtica são o pulso fraco e a pressão arterial muito baixa. Com indicativos como esses, é possível recorrer a exames como: raios-X do tórax, ecocardiograma com doppler, eletrocardiograma, teste de esforço físico, cateterização cardíaca esquerda, ressonância magnética do coração e ecocardiograma transesofágico para confirmar a anomalia. 

 

É possível tratar a Estenose Aórtica?  

Se não houver sintomas graves, a doença pode ser apenas monitorada sem que haja necessidade de qualquer tratamento. É recomendável que os pacientes visitem o médico a cada três ou seis meses. Constatada a condição, mesmo que de forma assintomática, os pacientes são aconselhados apenas a praticar atividades físicas de forma moderada. No caso de fumantes, é recomendado o corte do hábito. Em alguns casos é recomendado o uso de medicamentos. Para casos mais graves há necessidade de cirurgia para reparar ou mesmo substituir a válvula. Em crianças pode ser utilizado um procedimento menos invasivo chamado de valvoplastia. Um balão é introduzido em uma artéria da virilha e levado até o coração. Quando posicionado na válvula, é inflado aliviando o bloqueio. 

 

O que é Amiloidose Cardíaca?
A amiloidose é uma doença rara, que ocorre quando proteínas insolúveis se depositam em órgãos e tecidos, formando uma fibra que não consegue ser removida pelo organismo e, assim, causando danos graves àquele órgão. Quando a amiloidose se concentra nos tecidos do coração, é chamada de amiloidose cardíaca.

 

A Amiloidose Cardíaca é facilmente identificada?

Em geral, a identificação da doença é difícil. Para distinguir a amiloidose cardíaca de outros problemas cardiovasculares, o médico analisa o espessamento da parede coração e a insuficiência cardíaca, quando esse quadro não pode ser explicado por qualquer outra enfermidade.

Ao descartar outras doenças, a suspeita da amiloidose cardíaca pode ser confirmada por meio de uma biópsia de células do coração. Um ecocardiograma pode especificar características da doença, como a extensão e gravidade do depósito de proteínas no órgão. Isso permite um tratamento específico para cada caso. Podemos incluir aqui o exame de cintilografia óssea e ressonância.

 

Quais são os tratamentos mais comuns da Amiloidose Cardíaca?

Os tratamentos disponíveis variam de acordo com o quadro clínico: o tipo de proteína amiloide envolvida, idade e preferência do paciente.

Geralmente, o tratamento é dividido em duas partes: amenização dos sintomas para melhorar a qualidade de vida, interrupção da produção da proteína que gera a doença ou estabilização das proteínas instáveis. Pode ser indicado:

Uso de diuréticos e restrição de sal na dieta, para controlar a insuficiência cardíaca;

Uso de marcapassos para melhorar o funcionamento do órgão no que diz respeito à condução do sangue;

Quimioterapia com objetivo de reduzir o número de proteínas danosas;

Tratamento medicamentoso. 

O transplante de coração é feito somente em casos muito específicos devido à alta taxa de complicação em portadores da doença.