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Mitos e verdades do impacto do câncer de próstata no desempenho sexual masculino

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que, no ano de 2020, houve 1.414 milhões de novos casos de câncer de próstata no mundo. A doença, mais comum em homens com idade acima dos 60 anos, pode acontecer após os 45 anos em homens que fazem parte de grupos de risco, como os negros ou aqueles que têm parentes de primeiro grau que tiveram a doença. No Brasil, há um índice alto de descoberta na fase avançada, muitas vezes já com metástase, devido à demora no diagnóstico e também pelo descuido dos homens em realizar os exames que podem detectar o tumor na fase inicial.  

Geralmente silencioso, o tumor pode levar 15 anos para crescer 1cm³ e a maioria dos pacientes não apresenta sintomas nas etapas iniciais, apenas na fase mais avançada da doença. 

Sendo a próstata um órgão do trato reprodutor masculino, qualquer alteração, benigna ou maligna, reflete em questionamentos sobre sua influência na vida sexual. No caso do câncer de próstata, seja pelo curso da doença ou tratamento, esses impactos podem ocorrer e recomenda-se que sejam discutidos entre o médico e o paciente. As decisões tomadas em conjunto para reverter ou minimizar tais impactos devem considerar os riscos e benefícios, para que atendam as necessidades individuais sem prejudicar a qualidade de vida do paciente. 

A próstata não é diretamente ligada ao ato da ereção. No entanto, por estar localizada entre os nervos que ajudam a promover a ereção, o tratamento do câncer pode prejudicar a ereção. E a disfunção erétil, também chamada de impotência sexual, ou a perda da libido podem ser provocadas por outras condições derivadas do câncer de próstata. Dentre elas, o estresse e abalo emocional diante da notícia do diagnóstico.  

Há chances de a disfunção erétil surgir como efeito colateral nos casos em que a cirurgia é a melhor recomendação clínica para o tratamento do câncer de próstata, e inclui a retirada total da próstata, das vesículas seminais e outras estruturas acometidas pelo tumor maligno.    

Outros métodos de tratamento desse tipo de câncer que podem afetar a vida sexual envolve o uso de radiação ionizante, que em alguns pacientes causa disfunção erétil; porém, este efeito pode ser revertido com uso de medicamentos.  

Na hormonioterapia, ocorre a suspensão da testosterona para privar as células cancerígenas deste hormônio e evitar seu crescimento e multiplicação. Sendo a testosterona um hormônio andrógeno importante, o homem pode sentir ausência ou queda da libido, que é o desejo pelo sexo, entre outras mudanças físicas, como perda de peso.  

Redução da libido, dores na ejaculação, dificuldades na ereção e outras condições que comprometem a atividade sexual podem ser observados por pacientes de todas as idades e devem ser abordados nas consultas de acompanhamento, seja dos homens que utilizam o SUS (Sistema Único de Saúde) ou possuem plano de saúde. Dependendo das condições de saúde do paciente e do estágio da doença, esses sintomas podem ser completamente revertidos ou amenizados, com uso de medicamentos ou outros tipos de tratamento, recomendado caso a caso.  

Fontes: Instituto Nacional do Câncer (INCA); Sociedade Brasileira de Urologia (SBU); Centers for Disease Control and Prevention (CDC) 

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