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Palestrantes internacionais compartilham experiências durante o II Fórum Brasil

Em seus painéis, os convidados apresentaram ações para prevenir e ampliar o diagnóstico precoce, além de inovações em tratamento

Nos dias 28 e 29 de julho, o Instituto Lado a Lado pela Vida realizou o II Fórum Brasil para discutir o tema “Câncer e doenças cardiovasculares: o desafio é de todos”. A programação reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater o cenário atual e quais ações devem ser implementadas em prol dos pacientes oncológicos e cardiovasculares.

Diretamente da Irlanda, o CEO da Global Heart Hub, Neil Johnson, parabenizou o LAL pela realização do evento. O Instituto Lado a Lado é o único representante do Brasil junto à entidade, que agrega organizações de pacientes cardíacos de todo o mundo.

Em sua fala, Johnson destacou que pessoas em todo o mundo são afetadas pelas doenças cardíacas, e os países enfrentam diversos desafios nessa jornada de promoção ao tratamento, diagnóstico precoce e prevenção.

“Somos muito beneficiados pela nossa parceria com o LAL e sua contribuição junto ao nosso conselho de pacientes tem sido de grande valor. Ao compartilhar nossas experiências e melhores práticas, aprendemos uns com os outros a evoluir, beneficiando nossos pacientes”, afirmou o CEO da Global Heart Hub.

Um dos convidados internacionais do II Fórum Brasil foi o diretor do Departamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e Saúde Mental da Organização Panamericana da Saúde (OPAS)/Organização Mundial da Saúde (OMS), Anselm Hennis. Em aula magna, ele abordou os cuidados contínuos para pessoas com DCNTs durante e após a pandemia de Covid-19.

Hennis explicou que as Doenças Crônicas Não Transmissíveis, compostas por doenças cardiovasculares e respiratórias, os cânceres, diabetes, e as doenças mentais, possuem como principais fatores de risco tabagismo, consumo de álcool, alimentação não saudável, sedentarismo e a poluição do ar.

As DCNTs são líderes dentre as causas de mortalidade em todo o continente americano. Por isso, o diretor da OPA/OMS destacou a importância das políticas públicas preventivas para reduzir os números de incidência e mortalidade.

“O Brasil é um dos líderes mundiais em termos de combate à desnutrição; suas diretrizes de nutrição estão entre as melhores do mundo. Se o Brasil implementá-las em todo seu território, seria um modelo para o restante do mundo, o que faria uma diferença formidável nos índices globais. Além disso, o Brasil é, reconhecidamente, um campeão mundial no controle do tabaco”, exemplificou Hennis.

Mesmo com as restrições necessárias para o enfrentamento da pandemia de Covid-19, o acompanhamento dos pacientes com doenças crônicas deve ser mantido, já que possuem maior risco de complicações caso contraiam o novo coronavírus. “A pandemia trouxe perdas de forma sem precedentes. Mas temos oportunidades, não apenas desafios, para fortalecer os sistemas de saúde e a atenção primária com investimentos estratégicos e ações efetivas de prevenção”, ressaltou o diretor.

O II Fórum Brasil teve também a participação do cardiologista e presidente da associação “Pacientes do Corazón” Carlos Castro Sánchez, que trouxe dados e experiências sobre as valvopatias no México.

O cardiologista apresentou os resultados observados com a adoção das próteses percutâneas e citou que, embora o número de válvulas implementadas ainda esteja baixo no país, seu impacto é muito maior pelas vidas que foram salvas por meio dessa tecnologia.

Sánchez também reafirmou a importância de a população manter o acompanhamento médico em casos de sintomas e doenças cardíacas, especialmente com a pandemia do novo coronavírus. “A Covid-19 não respeita nenhum dos sistemas do corpo humano, principalmente o cardiovascular. Isso é um grande problema que trouxe ao México altas taxas de mortalidade. É preciso conscientizar o paciente para que cuide de sua saúde, de sua condição, e que procure assistência médica sempre que necessário para obtermos melhores prognósticos”, frisou.

Finalizando as participações internacionais, o workshop sobre valvopatias trouxe também o CEO da Heart Valve Voice, Will Woan, que abordou as principais táticas que as campanhas e projetos de defesa dos pacientes podem aplicar para serem ainda mais efetivas em seus objetivos.

Woan citou que dar voz aos pacientes é essencial para que as mensagens das campanhas educativas em saúde tenham sucesso. “Quanto mais ouvimos, mais vidas salvamos”, citou.

O CEO da Heart Valve Voice também se mostrou otimista quanto ao futuro do setor de doenças das válvulas cardíacas, com base, dentre outros fatores, nas inovações e tratamentos disponíveis, cada vez mais ampliados por meio da colaboração internacional de associações de pacientes.

“Nos últimos anos, tenho visto como os pacientes estão mais bem-informados, participam das tomadas de decisões. O Global Heart Hub é um ótimo exemplo dessas parcerias, compartilhamos informações frequentemente, então a velocidade com que aprendemos é mais rápida e mais efetiva. Isso reflete em um tratamento certo, oferecido na hora certa para o paciente certo”, frisou Woan.

As palestras e painéis realizados durante o II Fórum Brasil podem ser conferidos aqui.

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