Décadas atrás, a grande preocupação das equipes oncológicas era com a sobrevivência do paciente. Hoje, com os avanços no diagnóstico e tratamento da doença, somou-se a preocupação com a qualidade de vida durante e após o tratamento do câncer.
A reabilitação oncológica tem como objetivo desenvolver e restaurar a integridade funcional do paciente e garantir máxima independência, bem como o suporte e educação para o enfrentamento de sua nova realidade.
A equipe multidisciplinar de reabilitação geralmente é composta por:
- Médicos fisiatras
- Fisioterapeutas
- Fonoaudiólogos
- Psicólogos
- Profissionais de educação física
- Terapeutas ocupacionais
- Técnicos de enfermagem
As medidas terapêuticas são pensadas nos âmbitos físico, psicológico e social. As questões mais frequentes abordadas são:
- Dor incapacitante
- Limitação de movimento
- Perda de força e sensibilidade
- Fadiga
- Ocorrência de edema
- Distúrbios da comunicação e da deglutição
- Incontinência urinária e fecal
- Amputação de membros
- Paralisias
- Disfunções da bexiga
- Perdas cognitivas
- Suporte psicoafetivo
Cada tipo de câncer traz um grupo de complicações e incapacidades específicas, decorrentes da doença e do próprio tratamento. Os componentes básicos de um programa genérico de reabilitação são:
- Atividades físicas e exercícios de relaxamento
- Uso de equipamentos e adaptações para autocuidados e mobilidade
- Uso de medicamentos e procedimentos médicos específicos
- Instrução e aconselhamento do paciente e familiares sobre aceitação e preparo para a nova realidade
- Aconselhamento dietético e psicoterápico