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Risco de morte de pacientes com câncer de próstata reduz 35% por meio de apalutamida associada com terapia padrão

Na última edição da ASCO GU (Simpósio de Câncer Geniturinário da Sociedade Americana de Oncologia Clínica) que aconteceu em fevereiro, o estudo TITAN apresentou suas análises finais. Houve benefício clínico significativo do uso de ERLEADA® (apalutamida),  da farmacêutica Janssen, associado a ADT (Terapia de Privação Androgênica) no tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático sensível a castração, independente da extensão da doença.

O medicamento apalutamida atua bloqueando o mecanismo pelo qual o câncer de próstata cresce, impedindo que o hormônio masculino estimule o desenvolvimento das células tumorais. O crescimento das células cancerosas tem o seu crescimento impedido por três formas: prevenindo a ligação de andrógenos ao seu receptor nas células; bloqueando a entrada dos receptores de andrógenos nas células cancerosas; e impedindo os receptores de se ligar ao DNA da célula maligna.

A ADT, tratamento padrão até o momento, associada com a apalutamida reduziu o risco de morte de pacientes com câncer  de próstata metastático sensível a castração em 35%, quando comparado ao tratamento somente com ADT. Essa análise foi observado após quatro anos de estudo.

O Dr. Kim Chi, médico oncologista do BC Cancer Vancouver e principal pesquisador do estudo TITAN explica que a análise final do estudo TITAN confirma que o tratamento com apalutamida prolonga a sobrevida global do paciente e demonstra benefícios claros em curto, médio e longo prazo “Estabelece um perfil de segurança para indivíduos com câncer de próstata metastático que estão iniciando a terapia de privação androgênica. Com base nesses dados, a ADT isolada não deve mais ser considerada suficiente para pacientes com doença avançada sensível à castração”, diz.

A apalutamida melhorou a sobrevida livre de progressão, ou seja, quando após o tratamento o câncer não progride. Além disso, atrasou o tempo de resistência a castração em 66% para fases mais agressivas, ajudando a prevenir o avanço da doença e melhorando o resultado do tratamento.

Em relação aos eventos adversos, o mais comum foi o rash cutâneo, porém não houve evidências desse efeito com o tempo de uso da medicação. É um medicamento eficaz que prolonga a sobrevida global e mantém a qualidade de vida dos pacientes, sendo seguro. Esses benefícios se refletem nas indicações para câncer de próstata metastático sensível à castração e câncer de próstata não metastático resistente à castração.

A apalutamida está disponível no país para o tratamento de câncer de próstata resistente à castração desde 2019. Em 2020 recebeu aprovação para o tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático em tumores sensíveis à castração hormonal.

Recentemente a  apalutamida foi incluída no rol da ANS para outra indicação:  tratar pacientes com câncer de próstata não metastático resistente à castração (SPARTAN) facilitando, assim, o acesso ao tratamento.

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