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Silencioso, câncer de ovário leva a óbito mais de quatro mil brasileiras

Para reduzir a mortalidade, é importante conhecer os fatores de risco e principais sintomas desse tumor ginecológico

Dentre todos os cânceres ginecológicos, o de ovário é o segundo mais comum, com incidência inferior apenas ao câncer do colo de útero. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que ocorram, por ano, 6.650 novos casos da doença, e em 2019 foram registrados 4.123 óbitos no país. O alto índice de mortalidade é relacionado, principalmente, pelo fato de o câncer de ovário ser uma doença silenciosa, ou seja, sem sintomas na fase inicial. Por isso, cerca de 75% dos casos diagnosticados estão em estágio avançado.

Desde 2015, o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realiza a campanha Mulher Por Inteiro, que aborda esse e outros cânceres mais comuns entre as mulheres. “O objetivo é conscientizar a população de que as mulheres devem dar atenção aos seus demais órgãos além da mama e alertá-las sobre as medidas de prevenção, diagnóstico precoce e opções de tratamento, para reduzir o número de casos e as taxas de mortalidade”, enfatiza Marlene Oliveira, fundadora e presidente do LAL.

Para o câncer de ovário, não há um programa de rastreamento que permita identificar a doença em pacientes assintomáticas. Por isso, é importante que as mulheres sejam orientadas sobre os principais fatores de risco e sintomas que este tumor apresenta, e façam o acompanhamento anual com ginecologista, seja no SUS ou na rede de saúde suplementar.

O risco de desenvolver o câncer de ovário é maior entre mulheres com infertilidade, obesidade, histórico familiar e com endometriose, dentre outros fatores. A idade também é uma condição importante, já que metade das pacientes possui mais de 60 anos. E o uso de contraceptivos orais reduz as chances para este tipo de câncer, assim como a realização de laqueadura.

Em relação aos sintomas, as queixas mais frequentes são de dor abdominal e pélvica, com inchaço ou pressão na região; prisão de ventre; desconforto ou dor na relação sexual; sangramento vaginal fora do período menstrual ou durante a menopausa.

A avaliação médica é importante diante desses sinais, para realizar o exame físico ginecológico e solicitar o ultrassom transvaginal. Caso seja identificada alguma alteração, testes laboratoriais e outros exames de imagem devem ser realizados, como tomografia de abdômen e pelve e o teste beta-HCG, entre outros.

O tratamento do câncer de ovário será definido conforme o estadiamento e tipo de tumor. As opções incluem cirurgia e quimioterapia, aplicadas isoladamente ou associadas.

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (Inca)

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